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Agroecologia

Projeto de extensão no Afeganistão fecha 2019 com 3 mil hortas domésticas implantadas

Escrito por Ana Eliza Alvim | Publicado: Terça, 03 Dezembro 2019 17:18 | Última Atualização: Quinta, 05 Dezembro 2019 13:59 | Acessos: 249
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Hortas são cultivadas no Afeganistão a partir de projeto de extensão desenvolvido pela UFLA.

O projeto de cooperação internacional entre Brasil e Afeganistão, celebrado em outubro de 2018, apresenta as primeiras realizações práticas. O coordenador das atividades pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), professor Gilmar Tavares (Departamento de Engenharia Agrícola - DEA), recebeu comunicação do Ministério da Agricultura do Afeganistão informando que já houve, a partir de suas orientações, a implantação das hortas domésticas, casas de vegetação e canteiros para hortaliças.

Segundo mensagem da diretora de Household Economy (HED) do Ministério da Agricultura, Nazira Rahman, foram implantadas 3 mil hortas domésticas fertilizadas com compostagem de esterco de frangos, em 34 províncias do país. Outra medida foi o estabelecimento do centro de produção de compostagem à base de esterco de frangos, para apoiar as hortas na produção de vegetais qualificados.

Além do apoio permanente da UFLA, o projeto para o Afeganistão contou com o patrocínio da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. As atividades fazem parte de projeto de extensão voltado à promoção da Agroecologia e agricultura familiar em solo afegão, denominado "Criação de hortas domésticas auto-sustentáveis com tecnologias econômicas / socioambientais da Agroecologia".

Em outubro de 2018, uma equipe de assessores do governo federal afegão participou de capacitação em extensão rural, realizada na UFLA. Assim, formou-se um grupo de trabalho permanente com o objetivo de implementar os conhecimentos para melhorar a segurança alimentar das famílias afegãs socialmente vulneráveis e gerar emprego e renda dignos para a população de baixa renda.

Projetos similares têm sido desenvolvidos em países africanos, como o “Vozes da África”, que desde 2007 desenvolve soluções socioambientais para auxiliar na produção de alimentos na República Democrática do Congo. Iniciativas agrocoecológicas também já foram expandidas para Myanmar, Paquistão, Moçambique, Guiné-Bissau, Bolívia e, em breve, chegará à Rússia, aliando promoção social e preservação ambiental nas comunidades. “Acreditamos que este é um caminho econômico e socioambiental viável para combate à fome, miséria, desnutrição, tráfico de drogas e outros flagelos socioambientais mundiais, ao promover a paz pela produção de alimentos”, avalia o professor Gilmar.

Leia também: Projeto de extensão vai capacitar 800 famílias no afeganistão para o cultivo de hortas domésticas.

 

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