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Times Higher Education 

UFLA é a 8ª federal do País e a 2ª do Estado no ranking que classifica as melhores universidades de nações emergentes

Escrito por Camila Caetano | Publicado: Segunda, 15 Março 2021 11:04 | Última Atualização: Quarta, 17 Março 2021 11:18 | Acessos: 4353
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A Universidade Federal de Lavras (UFLA) é a 8ª melhor instituição federal brasileira de ensino superior, segundo o Emerging Economies University Rankings 2021 da revista britânica Times Higher Education (THE), e a 2ª entre as universidades mineiras. O ranking considera um conjunto de dados distribuídos entre os anos de 2015 e 2020. 

Nesta edição, a UFLA obteve melhorias em quatro dos cinco critérios do ranking, sendo eles: Overall (geral); Citations (citações); International Outlook (perspectiva internacional); Research (pesquisa) e Teaching (ensino). A UFLA se manteve na faixa 301-350, no total de 606 universidades de 48 países (na edição anterior eram 533 universidades e 47 países).

The Times Higher Education World University Rankings avalia as universidades de pesquisa intensiva em todas as suas missões principais. O Emerging Economies University Rankings usa os mesmos indicadores de desempenho cuidadosamente calibrados para fornecer as comparações mais abrangentes e equilibradas. Inclui apenas instituições em países ou regiões classificadas como “emergentes avançados”, “emergentes secundários” ou “fronteira”.

De acordo com o diretor de relações internacionais da UFLA, professor Antônio Chalfun, a melhoria nos quatro indicadores é um reflexo do aumento de investimento financeiro nas ações de ensino e pesquisa, bem como, a manutenção em investimentos nas publicações em revistas internacionais de alto impacto, resultando no maior número de citações. Essas pesquisas contaram com uma maior participação de pesquisadores internacionais colaborando efetivamente nas publicações em revistas de alto impacto. Como resultado alcança-se uma maior visibilidade da UFLA no âmbito internacional, refletindo numa melhor reputação da instituição no mundo acadêmico.

“Apesar das dificuldades enfrentadas no último ano e do aumento do número de instituições de ensino participantes, a UFLA mantém a sua classificação no ranking e continua como a segunda melhor em Minas Gerais. Vale ressaltar que, apesar da manutenção da classificação, a UFLA melhorou em 4 dos 5 critérios avaliados. Além disso, é possível verificar que a Política de Internacionalização alinhada ao PDI segue contribuindo para essa melhoria”, comenta Chalfun. 

Indicadores de desempenho

Ensino (ambiente de aprendizagem) - 30%

  • Pesquisa de reputação: 15%
  • Proporção de funcionários para alunos: 4,5%
  • Proporção de doutorado para bacharelado: 2,25%
  • Proporção de doutorado / equipe acadêmica: 6%
  • Renda institucional: 2,25%

A Pesquisa de Reputação Acadêmica, que sustenta esta categoria, foi realizada entre novembro de 2019 e fevereiro de 2020. Ela examinou o prestígio percebido das instituições no ensino. 

Pesquisa (volume, receita e reputação) - 30%

  • Pesquisa de reputação: 18%
  • Renda de pesquisa: 6%
  • Produtividade da pesquisa: 6% 

O indicador mais proeminente nesta categoria analisa a reputação de uma universidade de excelência em pesquisa entre seus pares.

Citações (influência da pesquisa) - 20%

As citações ajudam a mostrar o quanto cada universidade está contribuindo para a soma do conhecimento humano: elas dizem quais pesquisas se destacaram, foram escolhidas e desenvolvidas por outros acadêmicos e, o mais importante, foram compartilhadas em torno do acadêmico global.

Perspectiva internacional (funcionários, alunos, pesquisa) - 10%

  • Proporção de estudantes internacionais: 3,3%
  • Proporção de pessoal internacional: 3,3%
  • Colaboração internacional: 3,4%

A capacidade de uma universidade de atrair alunos de graduação, pós-graduação e professores de todo o planeta é a chave para seu sucesso no cenário mundial.

Renda da indústria (transferência de conhecimento) - 10%

A capacidade de uma universidade de ajudar a indústria com inovações, invenções e consultoria tornou-se uma missão central da academia global contemporânea. Esta categoria busca capturar essa atividade de transferência de conhecimento, observando a receita de pesquisa que uma instituição obtém da indústria, comparada com o número de professores que ela emprega.

Exclusões

As universidades são excluídas dos Rankings de Universidades de Economias Emergentes se não lecionarem para alunos de graduação ou se sua produção de pesquisa totalizou menos de 1.000 artigos entre 2015 e 2019 (e um mínimo de 150 por ano). As universidades também podem ser excluídas se 80% ou mais de sua produção de pesquisa for exclusivamente em uma das 11 áreas temáticas.