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Uma nova alternativa para o consumo de figo verde - pesquisa da UFLA realiza a desidratação da fruta

Escrito por Comunicação UFLA | Publicado: Terça, 16 Mai 2017 07:08 | Última Atualização: Terça, 02 Mai 2017 06:25
Os pesquisadores já obtiveram o figo desidratado a partir da fruta madura, o que possibilitará o consumo por um preço mais acessível, pois atualmente o produto é importado de países asiáticos. Agora, a expectativa é de chegar à mesma qualidade com o figo verde. O mercado de frutas desidratadas no Brasil tem se destacado cada vez mais. Uma técnica antiga, mas de consumo recente no país. Elas, em sua maioria, são importadas, e por isso o custo acaba sendo elevado. Exemplo disso é o figo, que provém geralmente da Turquia. Para reverter essa situação, pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (UFLA) começaram a estudar maneiras de desidratá-lo, a fim de estimular o comércio interno. [caption id="attachment_129815" align="alignright" width="212"] Figo osmoticamente tratado[/caption] A pesquisa foi realizada por Ronaldo Elias de Mello Júnior, sob a orientação do professor Jefferson Luiz Gomes Correa, durante o mestrado no Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Alimentos. “O objetivo da desidratação é de aumentar a durabilidade da fruta, sem perder o sabor e as propriedades e a nossa expectativa é de possibilitar colocar no mercado um figo seco brasileiro, com um preço mais acessível”, comenta o professor. A pesquisa levou em conta tanto a fruta madura quanto verde. Atualmente, os pesquisadores chegaram ao produto final do figo maduro desidratado, similar ao que é hoje consumido por meio de produtos importados. Já com relação ao verde, estão na etapa final. O pesquisador Ronaldo conta que a pesquisa exigiu um trabalho árduo. “No figo verde tivemos um grande desafio, pois ele ainda não tem o sabor e textura desenvolvidos. Visitamos uma empresa que faz o figo verde em calda, para acompanhar todo o processo. Surgiu a ideia, que para amolecer o tecido da fruta poderíamos utilizar o cozimento ou algo similar. Começamos com esse teste, mas não deu certo. Por ser um produto verde, com maior resistência, decidimos partir o figo ao meio e não mais cozinhar, apenas fazer um pré-tratamento térmico e posteriormente a desidratação osmótica e a complementar. Até o momento deu certo, agora estamos na etapa final de secagem, para verificar se terá total potencialidade para o mercado”, explica Ronaldo. [caption id="attachment_129813" align="alignright" width="212"] Processo para desidratação[/caption] A maior parte da coleta da fruta foi realizada em propriedades rurais de São Sebastião do Paraíso, em parceria com Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agropecuário (Sedeagro). O convênio teve ainda a parceria da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig). Os pesquisadores explicam que a maior parte da produção de figo no Brasil não chega ao amadurecimento da fruta. “O figo quando vai ficando maduro exala muito cheiro no campo, atraindo muitos pássaros, então os produtores teriam que cobrir todos os figos individualmente, um trabalho extremo, por isso é importante atendermos a essa particularidade, realizando a desidratação do figo verde”, afirma Ronaldo. A segunda fase da pesquisa será realizada no doutorado de Ronaldo. A expectativa é de obter um produto nacional com características que atendam aos padrões dos consumidores. O professor Jefferson ressalta que o consumo de produtos desidratados vem crescendo no Brasil, principalmente entre as pessoas que buscam uma alimentação de qualidade, visto que, possuem alto valor nutricional e ainda auxiliam nas dietas, por isso a necessidade de se aprofundar em pesquisas com esse foco. Além do figo verde, os pesquisadores irão trabalhar com outras frutas durante o doutorado. Benefícios do figo Baixo teor de gordura e alto teor de minerais, água e fibras. Possui uma significativa quantidade de cálcio, magnésio, fósforo, potássio, e vitamina B1. Elevado potencial antioxidante. E ainda contém propriedades anti-inflamatórias. Texto: Camila Caetano, jornalista- bolsista Dcom/Fapemig. 
Portal da Ciência - Universidade Federal de Lavras
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