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Com baixo custo, projetos de engenharia buscam auxiliar na reabilitação física de pacientes com necessidades especiais

Escrito por Ana Eliza Alvim | Publicado: Quinta, 29 Junho 2017 12:42 | Última Atualização: Terça, 27 Junho 2017 13:26
O núcleo de estudos “Bioengenharia Aplicada à Reabilitação Humana” (Berh), em atividade há menos de um ano na Universidade Federal de Lavras (UFLA), avança na inovação e na atenção à população de baixa renda. Na terça-feira (20/6), estudantes e professores integrantes do núcleo apresentaram seus projetos à Direção Executiva da Universidade e à prefeitura de Lavras. O objetivo foi articular uma possível parceria, que poderá resultar em benefícios principalmente para pacientes do município em tratamento para reabilitação física. O núcleo Berh vem desenvolvendo soluções de engenharia, articuladas a sistemas inteligentes. São projetos que buscam criar novos equipamentos - ou aperfeiçoar modelos já existentes no mercado - de forma a facilitar o trabalho de fisioterapeutas e educadores físicos e garantir ao público de baixa renda o acesso a tratamentos especializados e inovadores. Um benefício importante é o fato de os equipamentos serem produzidos a um custo muito baixo, se comparado ao de itens já comercializados. De acordo com o coordenador do Berh, o professor de Departamento de Engenharia (DEG) Sandro Silva, a experiência com um protótipo já desenvolvido chegou a garantir uma economia de 60% em relação ao valor de dispositivo semelhante ao existente no mercado. [caption id="attachment_134297" align="alignright" width="249"] Equipe Berh, acompanhada de membros da Direção Executiva da UFLA, outros pesquisadores e representantes da prefeitura do município.[/caption] No momento, o grupo trabalha no projeto de um suporte de peso corporal, utilizado para a reabilitação da capacidade de caminhar em pessoas que têm essa limitação, ou até a mesmo a dificuldade de se manterem de pé. É o caso, por exemplo, dos pacientes que sofreram Acidente Vascular Encefálico (AVE) - conhecido popularmente como derrame. Para desenvolver o projeto, os integrantes do núcleo utilizaram um método de pesquisa que permitiu a eles, a partir da interação com profissionais de saúde da cidade e clínicas de fisioterapia, conhecer todas as demandas às quais o equipamento deve atender, transformando-as em especificações técnicas do novo produto. Dessa forma, o modelo criado não possui as deficiências dos suportes de peso corporais já existentes, além de inovar em termos tecnológicos. O software e o hardware utilizados para permitir a interface da parte mecânica do produto com o profissional de saúde garantem novas possibilidades de monitoramento do paciente, trazendo benefícios para a evolução do tratamento e para as possibilidades de atuação do profissional. Para os trabalhos desenvolvidos até então, o grupo tem contato com parceiros apoiadores, como a MisslerTopSolid, por [caption id="attachment_134293" align="alignright" width="179"] Cadeira isométrica desenvolvida com as atividades do Berh. Ela permite medir a força da musculatura inferior e posterior da coxa, auxiliando no trabalho de preparação e reabilitação física.[/caption] exemplo, que forneceu o software para o desenvolvimento do suporte de peso corporal.  Antes dessa experiência, a equipe desenvolveu também a cadeira isométrica. O projeto de uma órtese de tornozelo também está nos planos. A ideia, inclusive, foi apresentada ao BioStartupLab – uma inciativa da Biominas Brasil e do Sebrae Minas para acelerar o surgimento de startups nas áreas da saúde humana, digital heath, agronegócio/saúde animal e meio ambiente. Com o modelo da órtese de tornozelo, o Berh foi um dos 21 projetos selecionados na Rodada Interfarma da competição, tendo concorrido com 350 empreendedores de 100 instituições, inclusive do exterior. A reunião realizada na terça-feira (20/6) contou com a presença do reitor da UFLA, professor José Roberto Soares Scolforo; professores ligados ao Departamento de Ciências da Saúde; o prefeito do município, José Cherem; o vereador Marcos Possato; além de professores e estudantes do núcleo, que apresentaram os projetos. O intuito dos pesquisadores é estudar as demandas por equipamentos destinados à reabilitação física em instituições da cidade que atendem pacientes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. A partir de então, a proposta seria a criação e disponibilização dos produtos, com o apoio do poder público municipal. Sobre o Berh Fundado em 2016, o núcleo dedica-se à produção de conhecimento e tecnologia para construção de sistemas inteligentes destinados à adaptação e acessibilidade humana. A atuação contempla desenvolvimento de órteses, próteses, sistemas mecânicos e eletromecânicos voltados para a reabilitação humana, suportes para pessoas com deficiência e outros recursos para acessibilidade e reintrodução do paciente a sociedade. [caption id="attachment_134294" align="alignright" width="249"] Suporte de peso corporal em desenvolvimento: demonstração da interface entre a parte mecânica do produto e o profissional de saúde. [/caption] Coordenado pelo professor Sandro Silva, tem como co-coordenador o professor do DEG Antonio Carlos Néri, além de integrarem a equipe os professores do DEG/UFLA Danton Diego Ferreira, Diogo Maciel e Ricardo Rodrigues Magalhães; e as pesquisadoras convidadas do Centro Universitário Unilavras Laiz Helena de Castro Toledo Guimarães, Débora Almeida Galdino Alves e Joelma Rezende Durão Pereira. Os estudantes da UFLA que pertencem ao Berh são: Mouhamed Zorkot (coordenador discente), Ruan Castro Nunes, Kemio Freitas Carvalho, José Osvaldo Gaino, Antônio Carlos Neto, Júlio César Silva, Jean Paulo de Alvarenga, Daniel de Oliveira Carvalho, Rafael Cozol Martins, Sarlem Júnior Carvalho e Carla Cruz Rocha. “Além dos estudantes da UFLA de Engenharia Mecânica e Controle e Automação da UFLA, o Berh também tem como membros quatro estudantes do Unilavras, dos cursos de Engenharia de Produção e Fisioterapia que são Paolah, Marcelo, Milla e Dalila”, informa o professor Sandro. Saiba mais sobre o Berh

 

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