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Renda média agrícola no Sul de Minas apresenta queda no primeiro semestre de 2017

Escrito por Camila Caetano | Publicado: Segunda, 24 Julho 2017 09:02 | Última Atualização: Quarta, 19 Julho 2017 09:12
O Departamento de Administração e Economia da Universidade Federal de Lavras (DAE/UFLA) em seu trabalho de coleta e divulgação do Índice de Preços Recebidos (IPR), referente à venda dos produtos agrícolas no Sul de Minas Gerais, teve como resultado para o primeiro semestre do ano de 2017 uma retração média da renda dos produtores da região na ordem de -19,73%, refletindo na diminuição dos preços das principais commodities agropecuárias produzidas na região. “Ao contrário do ano de 2016 no qual o IPR foi positivo, neste primeiro semestre de 2017 a retração foi negativa, pois somente os grupos das frutas e verduras não sofreram queda de seus preços, todos os outros grupos dos produtos agrícolas pesquisados apresentaram retração nos seus preços, destacando-se o grupo dos grãos com retração de -27,76%, o café com – 12,87%”, destaca o professor Renato Fontes, coordenador do trabalho. De acordo com Renato, esse movimento dos preços representa a característica principal dos mercados agrícolas em termos de sua concentração. “Por se tratar de um mercado em concorrência perfeita, os preços satisfatórios em períodos anteriores traz como consequência o incremento do investimento nessas atividades como também novas áreas de produção são dedicadas o que provoca o aumento da oferta desses produtos, com isso pressionando os preços para patamares inferiores, porém a queda foi muito expressiva, refletindo também as questões macro econômica que a população brasileira vem enfrentando como inflação, desemprego, queda do poder de compra, o que impacta negativamente no consumo dos produtos agrícolas”, relata o professor. O estudo mostra que o café, a principal cultura agrícola explorada no sul de Minas Gerais, teve sua saca de 60 Kg no início do ano cotada em média ao preço de R$ 505,00, no mês de junho do presente ano foi cotado em R$ 440,00, uma queda nominal de R$ 65,00, a saca de milho que no ano de 2016, alcançou patamares recorde de preço, iniciou o ano em R$ 38,80, sendo contada em junho ao preço de R$ 22,00, queda de mais de -42% de seu valor. O leite apresentou uma redução média de preço na ordem de -6,38%. Como destaques positivos de elevação preço estão o brócolis, com alta no semestre de 84,21%, o pimentão com 82,35% e a cenoura com 53,34%. “Resultado de uma menor oferta desses produtos, que ao apresentar preços menores desestimulou a produção. Com o clima mais frio é uma tendência que as commodities classificadas como hortifruti venham a ter uma queda nos seus preços nos próximos meses por causa do menor consumo”, comenta.

 

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