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UFLA na Comunidade: projeto capacita estudantes para atendimento à pessoa surda

Escrito por Karina Mascarenhas | Publicado: Domingo, 29 Novembro -0001 20:53 | Última Atualização: Quinta, 28 Junho 2018 16:56
[caption id="attachment_143919" align="alignright" width="249"] Apresentação do projeto Asas na UFLA[/caption] São incontáveis as dificuldades encontradas pelos surdos no acesso aos serviços públicos. Na área da saúde não é diferente, seja no atendimento, no contato com os profissionais e em outras situações do cotidiano. Para tentar amenizar esse cenário, o projeto Acessibilidade na Saúde em Atendimento aos Surdos (Asas) vai capacitar estudantes dos cursos de Educação Física, Nutrição e Medicina na assistência à população surda de Lavras. De cunho extensionista, a ação é da Coordenadoria de Acessibilidade, da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários (Praec) da UFLA A iniciativa foi apresentada à comunidade em um evento no Departamento de Agricultura (DAG) e teve a presença de professores envolvidos no projeto, pesquisadores, alunos e pessoas ligadas à comunidade surda. Além da capacitação, o Asas propõe ainda conscientizar profissionais e acadêmicos acerca das especificidades dos surdos e da cultura surda, contemplar demandas de direitos de acesso à informação e/ou atendimentos na área da saúde e estimular a abordagem multiprofissional do paciente, integrando as diversas áreas do conhecimento. Welbert Sansão é o coordenador do projeto. Interprete de Libras, ele contou que o propósito da ação partiu da vivência dele na área e do contato com professores e alunos dos cursos da área da Saúde, que demostraram amplo interesse em participar dos trabalhos. Para o coordenador, a assistência prestada aos surdos está aquém do que ele considera ideal, principalmente nos serviços de saúde. “O projeto Asas é uma ação inovadora. Muito se fala em acessibilidade, mas ainda há muito o que fazer em favor dos surdos. Eu espero que esse projeto possa fazer a diferença, levando atendimento humanizado para quem precisa de verdade”, destacou. A seleção dos discentes para a participação no projeto ocorreu em duas etapas: prova escrita e entrevista. Após essa etapa, os selecionados passam por treinamento e, na sequência, eles vão começam a desempenhar as atividades previstas na ação. Esses trabalhos contemplam duas feiras de saúde, sendo no câmpus da UFLA e outra na Praça Doutor Augusto Silva, no Centro da cidade, além um workshop na Escola Estadual Cinira de Carvalho.  Welbert Sansão contou também que pretende propor o projeto Asas à Unidade Regional de Pronto Atendimento (URPA). A professora Nathália Maria Resende, do Departamento de Educação Física (DEF) e coordenadora da Coordenadoria de Acessibilidade, participou da apresentação do Asas e se mostrou empolgada e otimista com os resultados que a iniciativa pode alcançar. “Tenho brilho no olhar de falar desse projeto, de como ele aconteceu e de tudo que ele tem para promover. Vamos fazer e vai dar certo. A coordenadoria está muito feliz por esse projeto está acontecendo”, disse. O outro lado Alexandra Ferraz é uma das representantes da Comunidade Surda de Lavras. Ela também prestigiou o lançamento do projeto e, por meio de Libras, ela contou as dificuldades que os surdos enfrentam para ter acesso aos equipamentos públicos de saúde. Segundo tradução do intérprete Welbert, Alexandra acredita que a iniciativa da Coordenadoria de Acessibilidade pode criar mecanismos para superar essas barreiras. "A gente vê que isso (as dificuldades) é uma realidade da surdez. Os surdos sempre vão enfrentar barreiras na comunicação, seja em hospitais e nos médicos", disse o tradutor. Alexandra é técnica de enfermagem e revelou que lida com algumas dificuldades em relação a alguns termos técnicos no âmbito da saúde. "A minha vontade é trabalhar mesmo em hospitais onde eu possa, como surda, ter representatividade. Eu hoje consigo protocolar, aplicar vacinas, fazer diversos tipos de atendimento e são coisas que acabei me apropriando com os estudos, mesmo com as barreiras do português", ressaltou a tradução. Texto: Rafael Passos - Jornalista/bolsista - Fapemig

 

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