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SNCT 2017: descoberta das ondas gravitacionais é tema de palestra na UFLA

Publicado: Domingo, 29 Novembro -0001 20:53 | Última Atualização: Quinta, 28 Junho 2018 16:56
[caption id="attachment_144973" align="alignleft" width="249"] Professor Luiz Cleber de Brito, do Departamento de Física[/caption] A descoberta das ondas gravitacionais. Esse é o trabalho que resultou na premiação do Nobel de Física 2017. O tema foi abordado em uma palestra nessa sexta-feira, no Centro de Convivência da Universidade Federal de Lavras, na programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). O professor Luiz Cleber de Brito, do Departamento de Física, foi responsável por falar sobre o assunto. Ele explicou que o prêmio foi concedido aos cientistas Rainer Weiss, Barry Barish e Kip Thorne pelo trabalho de colaboração junto a uma comunidade de pesquisadores envolvidos no assunto. Na prática, segundo o professor, onda gravitacional diz respeito aos efeitos de oscilações de espaço-tempo que se propagam na velocidade da luz. Brito ressaltou que a Teoria Geral da Relatividade consegue oferecer uma descrição muito precisa dessas ondas quando elas estão distantes das fontes, ou seja, de onde elas partiram. “O que acontece é que elas são produzidas em diferentes tipos de sistemas. Em geral, podemos citar os efeitos de eventos astrofísicos muito intensos, como conflito de buracos negros, que produziram a primeira onda gravitacional”, complementou. Afinal, o que a descoberta das ondas gravitacionais pode impactar na vida do cidadão? Para o professor, no futuro, o feito que recebeu o Nobel de Física pode contribuir, por exemplo, no avanço das comunicações e nos sistemas de isolamento sísmico. "O tempo todo as pessoas têm que lidar com problemas de ordem tecnológica que precisam ser superados", disse. Apesar da complexidade e densidade dos assuntos, o professor avalia ser fundamental levar informações sobre a Física à comunidade no sentido de agregar conhecimento e de contribuir para o conhecimento dos países. “As pessoas conseguiram construir uma ideia de que quem domina a ciência e o conhecimento básico são países que dominam as tecnologias novas. Isso eu acho mais importante”. Leia também: SNCT 2017: professor explica pesquisa que recebeu Nobel de Química Texto: Rafael Passos - Jornalsista/bolsista - Fapemig