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UFLA realizou roda de conversa em menção ao Novembro Azul: saúde do homem em foco

Escrito por Camila Caetano | Publicado: Domingo, 29 Novembro -0001 20:53 | Última Atualização: Quinta, 28 Junho 2018 16:56
[caption id="attachment_146613" align="alignleft" width="214"] Roda de conversa no Centro de Convivência[/caption] O intervalo do almoço desta quinta-feira, das 12h às 13h, foi um momento de bate-papo no Centro de Convivência da Universidade Federal de Lavras (UFLA): uma roda de conversa com foco na prevenção e no combate ao câncer de próstata. Apesar de simples, os exames preventivos ainda são cercados de preconceitos, por isso o mês de novembro é dedicado a ações voltadas à saúde do homem. A campanha faz parte de uma iniciativa conjunta da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários (Praec – Coordenadoria de Saúde) e do Departamento de Ciências da Saúde (DSA), por meio do projeto “Minuto da Saúde”, que tem desenvolvido ações periódicas junto à comunidade acadêmica e à população de Lavras e região. A ação tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) e da Diretoria de Comunicação da UFLA. [caption id="attachment_146616" align="alignleft" width="214"] Equipe que acompanhou a ação[/caption] Às 12h teve início a roda de conversa na UFLA, com a presença do médico urologista Luide Sena Maia; do professor do Departamento de Ciências Humanas da UFLA e psicólogo Renato Ferreira de Souza; e do professor emérito da UFLA, voluntário do Departamento de Ciência do Solo, Alfredo Scheid Lopes. O urologista Luide destacou que em geral, os homens não têm o hábito de procurar os serviços de saúde, buscando-se apenas quando o problema já está em estágio avançado, agravando a situação. “É um exame muito simples e rápido. É preciso combater esse preconceito existente na nossa cultura”. O diagnóstico precoce é realizado através do toque retal e do exame de sangue PSA. Ele também ressaltou que no Brasil, o câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais frequente em homens, após os tumores de pele. “É uma doença silenciosa, que pode demorar a se manifestar, por isso são necessários exames preventivos constantes para não ser descoberta em estágio avançado e potencialmente fatal”. [caption id="attachment_146615" align="alignright" width="191"] Os estudantes de Medicina também fizeram aferição da pressão. Também esteve presente a Unidade de Pronto Alegramento (UPA).[/caption] Dados do Ministério da Saúde indicam que 14.484 homens morreram em decorrência da doença no Brasil em 2015, e as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam que, este ano, devem ser registrados 61,2 mil novos casos de câncer de próstata. Na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas. Quando alguns sinais começam a aparecer, 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. “Há cerca de cinco meses meu pai foi diagnosticado com câncer de próstata. Ele fazia os exames anualmente, e por isso conseguiu descobrir a doença no estágio inicial. Foi realizada a cirurgia e hoje ele está ótimo”, comentou o professor Renato. [caption id="attachment_146618" align="alignleft" width="168"] No local, foram distribuídos folhetos informativos do Novembro Azul, com o slogan “Saúde do HOMEM em foco”.[/caption] O professor Alfredo, com 80 anos, contou um pouco da sua história como atleta, reforçando a importância do cuidado com a saúde. “Fiz esporte intensamente até os meus 35 anos, e creio que foi isso que me manteve muito bem. Hoje, para continuar ativo tenho outras atividades, como cuidar dos meus 500 vasos de orquídeas, tocar piano e ainda realizar as traduções de livros. Acredito que vocês, jovens, são capazes de mudar o País, por isso tenham uma vida regrada e sonhem alto, por um mundo melhor”. Segundo a coordenadora da Saúde da Praec, Kátia Poles, apesar dos exames preventivos de câncer de próstata serem indicados a partir de 45 ou 50 anos é fundamental que os jovens entendam a importância da prevenção e permitam que haja uma mudança cultural no ciclo de amizade, na família, disseminando informações. A pró-reitora de Assuntos Estudantis e Comunitários, professora Ana Paula Piovesan Melchiori, esteve presente e compartilhou do mesmo pensamento. “É primordial que essa mudança de pensamento ocorra”. Iluminação especial Abraçando a causa, a UFLA aproveitou pontos de grande circulação para chamar a atenção para a importância do cuidado com a saúde do homem. Quem passou pelo letreiro da rotatória de acesso principal ao câmpus e em frente ao prédio administrativo no período noturno, percebeu uma iluminação especial, azul, em referência à campanha. Fatores de risco Idade (mais de 60% dos casos são de homens a partir de 65 anos); Histórico familiar; Raça (maior incidência entre os negros e por isso devem iniciar os exames anuais aos 45 anos); Alimentação inadequada, à base de gordura animal e deficiente em frutas, verduras, legumes e grãos; Sedentarismo; Obesidade.