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Ifes entregam ao MEC propostas para a criação do consórcio

Escrito por Comunicação UFLA | Publicado: Quarta, 27 Outubro 2010 09:52 | Última Atualização: Quarta, 27 Outubro 2010 09:52

As propostas para a instituição do consórcio das universidades federais sediadas nas regiões sul e sudeste de Minas foram entregues ao ministro da Educação, Fernando Haddad, em evento nesta segunda-feira, dia 25, no auditório do Ibama, em Belo Horizonte. Essas propostas constituem o Plano de Desenvolvimento Institucional do Consórcio (PDIC), que contém os objetivos e as diretrizes das universidades consorciadas para o quinquênio 2011-2015. O documento também foi repassado ao governo de Minas, representado pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Evaldo Ferreira Vilela.

A cerimônia reuniu os reitores das sete universidades que integram o consórcio e diversas autoridades. Estiveram presentes os reitores Luiz Cláudio Costa, da UFV, coordenador do consórcio; Henrique Miranda Chaves, da Federal de Juiz de Fora; Renato de Aquino Faria Nunes, da Federal de Itajubá; Paulo Márcio de Faria e Silva, da Federal de Alfenas; Antônio Nazareno Mendes, da Federal de Lavras; Helvécio Luiz Reis, da Federal de São João del Rei; e João Luiz Martins, da Federal de Ouro Preto.

Vantagens

Com a institucionalização do consórcio será possível a integração acadêmica nas áreas de ensino, principalmente no que se refere a mobilidade estudantil, pesquisa e extensão. Outra vantagem dessa atuação conjunta será a conquista de maior eficiência na captação e aplicação de recursos, e o estabelecimento de parcerias para atuação nas áreas de inovação e novas tecnologias e desenvolvimento social e em outras áreas estratégicas, visando ao desenvolvimento institucional e à capacidade de apresentar propostas para a solução de problemas sociais de Minas e do País.


O reitor Luiz Cláudio, ao fazer a apresentação do consórcio ressaltou os avanços conquistados no setor nos últimos anos, destacando o acerto da atuação do ministro Fernando Haddad na valorização do ensino superior. Não é possível desenvolver de acordo com as potencialidades do País sem uma educação bem planejada e bem qualificada, pensando estrategicamente. Como salientou, na atualidade é possível às universidades pensar estrategicamente em seu papel de estado, apesar de algumas fragilidades que estão sendo corrigidas. Nesse contexto, a criação do consórcio vem constituir uma proposta inovadora, no Brasil e no mundo, que pode alterar a maneira de se fazer a educação superior e de fazer com que essa educação interaja com a sociedade. A construção do consórcio é o produto de reflexões que serão intensificadas a partir de agora, em seminários e fóruns de discussão nas comunidades acadêmicas, de acordo com as especificidades de cada uma delas, sempre com a participação da sociedade. Em especial, lembrando-se que as universidades brasileiras têm muito a dizer sobre o momento por que passa o Brasil, em sua afirmação como centro importante de produção científica e como economia de destaque mundial.


A presidente da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais, Luiza Lafetá, falou sobre o grande significado da educação superior para o País e manifestou a esperança de que o consórcio entre as universidades venha a se concretizar com sucesso.


Para o secretário adjunto Evaldo Vilela, o governo mineiro considera muito positiva a implementação do consórcio, pois fará com que a união dessas universidades, muito competentes em suas ações, elevar seu patamar de influencia e contribua decisivamente para a geração do conhecimento e a criação de empregos. Como disse, o governo de Minas tem o projeto de tornar o estado líder na economia do conhecimento e o fortalecimento das universidades é fundamental, não apenas na formação de profissionais, mas influenciando diretamente o desenvolvimento do País, tornando o sistema produtivo mais competitivo. Outra vantagem dessa união, lembrou Vilela, é possibilitar à Fapemig a concretização de um fomento de qualidade, que envolva pesquisadores e empresas na geração do conhecimento, tornando-as mais competitivas e eficientes.


O ministro Fernando Haddad mostrou-se amplamente favorável à constituição do consórcio, qualificando-o como mecanismo para a superação de uma defasagem entre a crescente importância do Brasil na produção científica mundial e o posicionamento ocupado pelas universidades brasileiras entre suas congêneres em outros países. Para ele, o consórcio representa a oportunidade para que se modifique positivamente esse quadro, com instituições de excelência que produzem conhecimento, formam recursos humanos e atuam em suas comunidades, pois seu fortalecimento interessa à sociedade e ao País. Os indicadores apresentados pelo consórcio, quando se fala de sua produção científica e no número de docentes, estudantes e funcionários técnico-administrativos já o credenciam a uma posição de destaque, criando um caldo de cultura muito propício a potencializar a excelência acadêmica de cada uma dessas instituições.

 

O que representa o consórcio

O Consórcio reúne 239 cursos de graduação, oferece mais de 13 mil vagas e atende a mais de 48 mil alunos matriculados na graduação presencial. Na pós-graduação, oferece 145 programas, sendo quatro com conceito 7, máximo definido pela Capes, três com conceito 6 e outros 20 com conceito 5, todos considerados de excelência. São mais de três mil alunos de mestrado e 1.700 de doutorado. As sete universidades reúnem 4.390 docentes e 5.968 técnicos administrativos.

 

Mobilidade acadêmica

Implantação da matrícula cruzada para permitir que alunos façam disciplinas entre as consorciadas; realização de treinamentos em novas tecnologias de pesquisa e ensino; formação de um banco de assessores e consultores; troca de experiências e contribuição para capacitar pessoal de outra instituição. Outro ponto de convergência é a criação do Centro de Estudos Avançados, uma estrutura presente em grandes academias e fundamental para pensar estratégias para a ciência, ensino e cultura.

 

Assistência Estudantil

Para possibilitar que os alunos se matriculem interinstitucionalmente em uma das setes universidades a serem consorciadas, o grupo de Assistência Estudantil está desenvolvendo políticas que viabilizem esses trâmites inclusive para aqueles discentes que possuem vulnerabilidade socioeconômica. A Assistência é a responsável por ser gestora dos equipamentos sociais que garantem a permanência dos alunos no ensino superior.

 

Vestibular e Graduação

Uma das mudanças mais significativas propostas é a uniformização do processo seletivo entre as sete consorciadas. Além disso, será sugerida a criação de um Núcleo de Estudos Pedagógicos, que dentre outras funções, analisaria a criação de novos cursos nas diferentes áreas do conhecimento relacionado as potencialidades das diversas regiões das instituições. As universidades consorciadas pretendem ainda criar cursos curso de Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia e em Artes e Design com ciclos complementares profissionalizantes.

 

Pesquisa e Pós-Graduação

As consorciadas pretendem criar um Centro de Estudos Avançados visando à integração, ao fortalecimento e à expansão da pesquisa e da pós-graduação e a melhoria da inserção internacional da pesquisa brasileira. Pretende-se ainda criar programas de pós-graduação compartilhados em áreas estratégicas e mecanismos de cooperação entre os programas. As universidades também pretendem desenvolver projetos e formação de núcleos de estudos prioritariamente nas áreas de nanotecnologia, bioenergia, biodiversidade, meio ambiente, sustentabilidade, fitoterápicos e educação. Deverão ser criados centros de pesquisa em áreas estratégicas compartilhando infraestrutura de laboratórios.

 

Extensão e Cultura

A proposta é realizar através de um corredor cultural, a circulação e intercâmbio de grupos e artistas das universidades. Pretende-se também unir esforços para realizar projetos de extensão nas áreas de gestão de resíduos e de ações voltadas para políticas públicas.

 

Localização geográfica

A iniciativa pioneira da criação do Consórcio das Universidades do Sul-Sudeste de Minas Gerais surge da constatação de que essas instituições apresentam características comuns e complementares que facilitam sua associação. A localização geográfica e a proximidade entre elas é fator preponderante para a criação do Consórcio, uma vez que esta é a única região do Brasil que possui sete universidades separadas por um raio de cerca de 200 quilômetros. Além disso, segundo dados do Ministério da Educação, todas as instituições oferecem cursos de qualidade. Os cursos de graduação estão bem situados no Índice Geral de Cursos (IGC) com valores entre quatro e cinco, e pós-graduação avaliada como excelente pela Capes, inclusive em nível internacional.


A proposta prevê ainda uma estrutura administrativa para o Consórcio. Instituições de incentivo à pesquisa e empresas já demonstraram interesse em financiar programas e projetos compartilhados pelas universidades consorciadas.


As discussões ocorridas até agora definiram, entre outras, as áreas de atuação que serão atribuídas a cada uma das instituições participantes do consórcio. A UFV está com a coordenação geral, cabendo à UFJF os assuntos ligados à pós-graduação. A Unifei encarrega-se da pesquisa; a Unifal, da graduação; a UFLA, do planejamento e gestão; a UFSJ, da extensão e cultura; e a Ufop, da assistência estudantil.

 

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