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Liquidações da moda verão afetam a inflação de abril e alimentos voltam a ter alta

Publicado: Segunda, 23 Fevereiro 2015 13:34 | Última Atualização: Sexta, 04 Mai 2012 08:42
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pelo Departamento de Administração e Economia da Universidade Federal de Lavras (DAE/UFLA), registrou, no mês de abril, queda na média geral dos preços pesquisados, ou seja, houve deflação no período. O coordenador da pesquisa, professor Ricardo Reis, explica que “deflação é o inverso da inflação, não implicando que os preços de todos os produtos e serviços que o compõem o índice tenham caído”. Na deflação, o que cai é a média dos preços pesquisados, conforme sua ponderação (cada preço tem um peso no IPC). Em abril, a deflação foi de 0,15%; no mês anterior, o IPC da UFLA também registrou uma inflação negativa de 0,45%. Nos meses de fevereiro e de março, a queda do índice inflacionário foi causada pela concorrência no mercado de alimentos e pelo clima quente. A deflação de abril, no entanto, ficou localizada principalmente no setor de vestuário, que teve queda média de 3,78% - devida, em especial, às liquidações dos estoques de verão e às despesas com bens de consumo duráveis (eletroeletrônicos, eletrodomésticos, móveis e informática), com redução de 4,05%. Os gastos com bebidas também ficaram, em média, mais baratos (0,82%), bem como o setor de educação e saúde (0,2%). Já os alimentos subiram em média 1,83%, em abril. Também foram registradas altas nos segmentos de material de limpeza (4,08%) e higiene pessoal (0,15%). Os demais setores pela pesquisados UFLA mantiveram, em média, suas cotações estáveis: despesas com serviços gerais (água, luz, telefone e gás de cozinha), moradia, transporte e lazer. No setor de alimentos, os in natura ficaram mais baratos no mês, 1,89%, principalmente batata, tomate, pimentão, mandioca, abobrinha, quiabo, jiló e frutas em geral. Já no setor dos produtos semielaborados (aumento de 3,11%), todos os itens pesquisados ficaram mais caros no mês de abril, como o arroz (0,74%), o feijão (16,56%), a carne bovina (1,33%) e os pescados, com alta de 17,03%. E os alimentos industrializados também contribuíram para a alta do setor, ficando mais caros 1,5%, principalmente os derivados do trigo e do leite. Com esses comportamentos de alta dos preços dos alimentos semielaborados e industrializados, o custo da cesta básica de alimentos para uma família de quatro pessoas teve alta de 3,93%. Em abril, seu valor foi de R$ 389,06 e, no mês de março, essa despesa tinha caído para R$ 374,34.  

 

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