Ir direto para menu de acessibilidade.
Atenção! Você está acessando um arquivo automático de notícias e o seu conteúdo pode estar desconfigurado. Acesse as notícias mais antigas (anteriores a Maio/2018) em nosso repositório de notícias no endereço www.ufla.br/dcom.

Doação de sangue: estudantes da UFLA ajudaram em campanha para menina de 11 anos

Escrito por Ana Eliza Alvim | Publicado: Terça, 16 Setembro 2014 12:07 | Última Atualização: Quinta, 11 Setembro 2014 14:53
[caption id="attachment_65256" align="alignleft" width="249"]Estudantes da UFLA no Pace para doação de sangue. Estudantes da UFLA no Pace para doação de sangue.[/caption] A estudante Beatriz Coelho Marquez, de 11 anos, há três meses está em tratamento contra a aplasia medular. Entre os voluntários que têm contribuído para sua recuperação, por meio de doações de sangue, estão os 14 estudantes da Universidade Federal de Lavras (UFLA) que foram ao Posto Avançado de Coleta Externa da Fundação Hemominas (Pace) no dia 28/8, durante campanha de mobilização dos calouros. O incentivo ao trote solidário na UFLA é promovido pelo Movimento Universidades Renovadas (MUR). Segundo dados da unidade da Hemominas de São João Del Rei, que responde tecnicamente pelo Pace, os hospitais de Lavras têm uma demanda de cerca de 60 bolsas de sangue por semana. Beatriz, por exemplo, tem recebido transfusões de sangue a cada 10 dias, desde junho. Sua mãe, a psicóloga Vanessa Maria Carvalho Coelho, conta que na última terça-feira (9/9) a menina recebeu uma bolsa de concentrado de hemácias e cinco bolsas de plaquetas, componentes do sangue extraídos das doações.  “Somente no mês de julho, mais de 40 pessoas doaram sangue para a Bia”, diz Vanessa. A aplasia medular é uma doença marcada pela alteração no funcionamento da medula óssea, que passa a não produzir satisfatoriamente as células do sangue. Ao falar sobre a necessidade de doadores, Vanessa enfatiza que sem as doações de sangue, Beatriz não teria como sobreviver e passar pelo tratamento. “Nós já tínhamos consciência da importância da causa, e hoje essa consciência é ainda maior”, diz. Dependem de transfusões de sangue também os pacientes em tratamento contra o câncer, os que têm doenças genéticas, os que sofrem queimaduras ou outros acidentes, os que vão se submeter a cirurgias, entre outras situações. Os candidatos à doação que queiram colaborar podem comparecer ao Pace - que fica localizado na Urpa, em frente ao Corpo de Bombeiros - às quintas-feiras pela manhã. É possível agendar um horário de atendimento pelo telefone (35) 3821-0009. A capacidade de atendimento no local é de 40 doadores a cada dia de funcionamento. Um pouco da história de Beatriz [caption id="attachment_65257" align="alignright" width="249"]Beatriz, acompanhada do  captador e estudante da UFLA, Luiz Gustavo Pereira. Beatriz, acompanhada do captador e estudante da UFLA, Luiz Gustavo Pereira.[/caption] Diante de sintomas como cansaço, manchas roxas pelo corpo e dores de cabeça, que começaram a se manifestar em fevereiro deste ano, a família de Beatriz buscou atendimento médico. “Nossa vida era normal até pouco tempo atrás. Tudo mudou de uma hora para outra”, diz a mãe, ao lembrar-se das idas frequentes ao hospital para as transfusões, dos exames constantes e das mudanças nos hábitos alimentares. “Os cuidados diários são muito grandes, para evitar que ela contraia doenças que vão prejudicar o tratamento”. Beatriz chegou a perder a visão por um tempo, em decorrência de uma hemorragia na retina, provocada pelo baixo número de plaquetas no organismo. “Com as transfusões, ela já recuperou boa parte da visão.” No momento, a jovem passa por um tratamento por imunossupressão que, se bem sucedido, pode descartar a necessidade de um transplante de medula. Segundo a mãe, ela vem respondendo satisfatoriamente aos procedimentos, que ainda devem se estender por mais de um ano. “Esperamos que a necessidade de transfusões diminua com o tempo, mas é importante que as pessoas continuem fazendo as doações, até para ajudar também a outros pacientes”. Ao falar da filha, diz com orgulho que é uma menina “linda por dentro e por fora”. “Às vezes, ela fica chateada por causa dos tantos procedimentos pelos quais vem passando, mas é muito forte e sabe que é preciso enfrentar a doença.” O captador do Pace de Lavras, Luiz Gustavo Pereira, que é também estudante da UFLA, diz que Beatriz o ajudou a fazer palestras de sensibilização no Colégio Tiradentes, onde ela estuda. BeatrizPara doar sangue, é preciso: - Ter entre 16 e 69 anos. Para quem tem idade de 16 e 17 anos, ou mais de 60 anos, é  importante conhecer as normas especiais. Consulte-as neste link. - Ter e estar com boa saúde; - Pesar acima de 50 kg; - Ter dormido bem na noite anterior à doação; - Não estar em jejum. Pela manhã, o candidato à doação deve se alimentar, evitando apenas alimentos gordurosos. Após o almoço, é necessário aguardar três horas para doar. - Mulheres, mesmo quando menstruadas ou em uso de anticoncepcionais, podem fazer a doação. - Apresentar documento oficial e original de identidade que tenha foto, filiação e assinatura, como carteira de identidade, carteiras de conselhos de classe reconhecidos oficialmente, carteira de trabalho, certificado de reservista e Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Sobre a doação Para o doador, o procedimento é simples: ele passa por uma triagem clínica na unidade hemoterápica, faz um teste rápido para verificar se não há risco de anemia, recebe um lanche para garantir sua hidratação e segue para a coleta do sangue, procedimento que demora poucos minutos. São retirados cerca de 450 ml de sangue. Em 24 horas, o organismo repõe o volume líquido de sangue doado e não há prejuízos para quem pratica o gesto. Para outras informações, clique aqui.
Fotos de Luiz Gustavo Pereira.

 

Atenção! As notícias mais antigas (anteriores a Maio/2018) estão disponíveis em nosso repositório de notícias no endereço www.ufla.br/dcom.