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Ex-aluno da UFLA e pesquisador do INCT-Café publica artigo na Science sobre o genoma do café

Publicado: Quarta, 24 Setembro 2014 13:51 | Última Atualização: Terça, 23 Setembro 2014 12:59
[caption id="attachment_68072" align="alignright" width="249"]O pesquisador e ex-aluno da UFLA Alan Andrade ressalta a importância do estudo Foto: Claudio Bezerra O pesquisador e ex-aluno da UFLA Alan Andrade ressalta a importância do estudo Foto: Claudio Bezerra[/caption] O pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Alan Andrade, ex-aluno da Universidade Federal de Lavras e pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Café (INCT-Café), com sede na UFLA, está entre os autores de um artigo publicado na revista norte-americana Science, no dia 5 de setembro. O artigo traz os resultados do sequenciamento completo do genoma do café (Coffea canephora), fruto de um consórcio internacional composto por 11 países – Brasil, França, Itália, Canadá, Alemanha, China, Espanha, Indonésia, Austrália, Índia e Estados Unidos. Segundo o pesquisador, o sequenciamento, inédito no mundo, permite a leitura do genoma de cada planta, o que possibilitará prever o desenvolvimento de algumas características de interesse agronômico e acelerar o melhoramento genético. O estudo comprovou, a partir de uma comparação entre os genomas do café, chá e cacau, que o surgimento da biossíntese de cafeína ocorreu independente e não oriunda de um ancestral comum, como se acreditava até então. Em 2004, Alan já havia feito parte de um grupo pioneiro no Brasil, que sequenciou pela primeira vez o genoma funcional do café, o que na época resultou no maior banco de dados para café do mundo, com 200 mil sequências de DNA. Hoje, esse banco já possui mais de 30 mil genes identificados e está à disposição das 45 instituições que compõem o Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café (CBP&D/Café), distribuídas em 14 estados brasileiros. A diferença entre o sequenciamento completo do genoma (estrutural) para aquele obtido há 10 anos (funcional) é que o estrutural permite aos cientistas ter conhecimento sobre a ordem dos genes dentro das sequências de DNA e das regiões intergênicas que compõem o genoma, o que não é possível ver no sequenciamento funcional. Para Alan, este é um dos diferenciais do estudo, já que permite desenvolver diversas características de interesse na mesma planta (produtividade, precocidade, tolerância a estresses climáticos e resistência a doenças, por exemplo). Segundo o pesquisador, o próximo passo será o sequenciamento completo do café arábica, do qual o Brasil é o maior produtor e responde por 36% do mercado mundial. Por enquanto, o banco de dados resultante do sequenciamento estrutural do café está na França, mas a ideia é trazê-lo para o Brasil, a exemplo do que foi gerado pelo genoma funcional, que desde 2004, está à disposição das instituições de pesquisa do Brasil e do exterior. A revista Science, publicada pela Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, sigla em inglês), é considerada uma das mais prestigiadas de sua categoria, com tiragem semanal de 130 mil exemplares, além das consultas online, o que eleva o número estimado de leitores a um milhão em todo o mundo. A publicação pode ser lida no endereço: www.sciencemag.org/
 Com informações da Embrapa Recursos genéticos e Biotecnologia 

 

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