Ir direto para menu de acessibilidade.
Atenção! Você está acessando um arquivo automático de notícias e o seu conteúdo pode estar desconfigurado. Acesse as notícias mais antigas (anteriores a Maio/2018) em nosso repositório de notícias no endereço www.ufla.br/dcom.

Estudante participou de campanha na UFLA e foi compatível para doação de medula óssea

Escrito por Ana Eliza Alvim | Publicado: Quinta, 14 Mai 2015 08:04 | Última Atualização: Quarta, 06 Mai 2015 11:27
estudante-doadora-medula2Uma mobilização promovida em fevereiro de 2014 por integrantes da Moradia Estudantil da Universidade Federal de Lavras (UFLA) continua gerando bons resultados. Na época, eles se reuniram para doar sangue no Posto Avançado de Coleta Externa da Fundação Hemominas (Pace), que funciona na Unidade Regional de Pronto Atendimento de Lavras (Urpa). Foi quando alguns participantes aceitaram o convite para se cadastrarem como candidatos à doação de medula óssea. A estudante Aline Bastos de Paiva encontrou lugar privilegiado nas estatísticas, foi compatível com um paciente e fez a doação em 2015. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), as maiores chances de compatibilidade entre doador e paciente para efetivação do transplante ocorrem quando eles são irmãos, filhos do mesmo pai e mesma mãe. Nesse caso, há de 25% a 35% de probabilidade de que sejam compatíveis. Para os que não são parentes, a possibilidade pode ser até de 1 em 100 mil. Logo que ingressou na UFLA, no curso de Física, Aline se rendeu às ações de trote solidário e realizou sua primeira doação de sangue. Já sensibilizada para a importância da causa, aderiu prontamente à campanha “Brejeiros Solidários”, da Moradia Estudantil, onde reside por quase todo o tempo de graduação. “Quando me falaram da doação de medula, decidi me cadastrar, mas achava muito improvável que fosse chamada algum dia”, relatou. Meses depois do cadastro, Aline recebeu uma ligação da Hemominas para que confirmasse seu interesse em doar e fizesse outros exames para certificação da compatibilidade com um paciente. “Fiquei surpresa, liguei para a minha mãe para conversar um pouco e então decidi que faria a doação, caso realmente fosse compatível”. Quando os médicos consideraram o paciente preparado para o transplante, Aline passou por exames para verificação de sua saúde e, em seguida, fez a doação. “Viajei, com todas as despesas pagas, para fazer os procedimentos. O processo foi tranquilo e no dia seguinte à doação, eu já estava liberada para retomar minhas atividades”, diz. A estudante garante que a experiência é compensadora. “Um tempo depois da doação, a equipe responsável entrou em contato comigo e disse que o transplante havia sido feito com o sucesso e que o paciente se recuperava bem. Isso me deixou muito feliz”, comentou. Pelas orientações que recebeu ao longo do processo, Aline sabe que só poderá conhecer a identidade do paciente a partir de um ano após a doação. Transcorridos os primeiros seis meses, é possível que troquem correspondências, com intermediação de servidores do Inca, mas sem informações que permitam a identificação de ambos. Aline diz que tem todo o interesse em conhecer o paciente. “Quando chegar a hora certa, quero ter contato com ele e saber um pouco de sua história”. Apesar de ser a única da sua família cadastrada como doadora,  a estudante hoje é uma incentivadora do gesto. “É um procedimento simples, de recuperação muito rápida e que pode fazer um bem extraordinário a outra pessoa. Não é preciso coragem, mas apenas um olhar direcionado ao próximo”, resume. Para a ex-prefeita da Moradia Estudantil, Cintia Nayara de Goes Vieira – uma das organizadoras da campanha que resultou no cadastramento de Aline - a doação feita pela estudante é mais um motivo para comemoração. “Na verdade, acho que essas campanhas fazem um bem enorme também a quem doa, porque a sensação de cumprimento de um dever cívico é muito boa. Valeu a pena o esforço dos prefeitos e dos moradores que participaram”. A Universidade, na visão de Cíntia, pode ser um espaço importante  de promoção de causas de saúde pública como a doação de sangue e de medula óssea. “Os estudantes ficam muito absorvidos pela rotina acadêmica a acabam se esquecendo de praticar esses gestos. Quando organizamos uma campanha aqui, conseguimos contagiar, mover pelo exemplo, fazer valer a força do grupo e, consequentemente, dar nossa contribuição social. [caption id="attachment_84108" align="alignright" width="249"]Estudantes da UFLA durante a campanha "Brejeiros Solidários", em fevereiro de 2014. No público feminino, Aline é a primeira da esq. p/ a dir. Foto: Luiz Gustavo Pereira. Estudantes da UFLA durante a campanha "Brejeiros Solidários", em fevereiro de 2014. No público feminino, Aline é a primeira da esq. p/ a dir. Foto: Luiz Gustavo Pereira.[/caption] Em Lavras, o Pace registra em média dez novos cadastros de doadores de medula óssea a cada quinta-feira. Desde o início de atividades, mais de mil novos doadores foram inscritos no município. O captador responsável pela mobilização de doadores no local, Luiz Gustavo Pereira, considera estratégicas as mobilizações feitas na Universidade. “A grande variabilidade genética do brasileiro precisa ser reproduzida no  cadastro de doadores de medula, pois isso aumenta as chances de um paciente encontrar doador compatível. Como os estudantes da UFLA vêm de todas as partes do país, a colaboração é grande”, diz. Para ser um candidato à doação de medula óssea Para integrar o Registro Nacional de Doadores de Medula (Redome), é necessário que a pessoa tenha entre 18 e 54 anos e boa saúde, não apresentando doenças como as infecciosas ou hematológicas. Em Lavras, o interessado deve comparecer à Urpa às quintas-feiras, das 8h às 11h. É necessário apresentar documento oficial de identidade com foto, fornecer dados para o preenchimento do formulário de cadastro, assinar o temo de consentimento e colher amostra de 5 ml para realização do exame HLA (pelo qual serão identificadas características genéticas necessárias para a compatibilidade entre doador e paciente. Os resultados ficarão armazenas no Redome e, caso algum dia, o doador seja considerado compatível com um paciente que precisa de transplante, será chamado para a realização de novos exames. O que é a medula óssea e quem precisa do transplante A medula óssea é a responsável pela produção dos componentes do sangue, como hemácias, leucócitos e plaquetas. Ela está localizada no interior dos ossos. Pacientes que apresentem uma produção anormal dessas células sanguíneas, devido a tipos de câncer ou a outras doenças, podem ser curados por meio do transplante, quando sua medula é substituída pela medula saudável de um doador. Quando o médico do paciente identifica a necessidade de transplante e não encontra o doador na família, os dados do receptor são cadastrados no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme). A partir daí, será feita a busca informatizado por um doador compatível, entre os inscritos no Redome. Os procedimentos de doação de medula óssea Depois que o cadastrado no Redome é considerado compatível - e passa por todos os exames de saúde que garantem a segurança do procedimento tanto para ele e quanto para o paciente - é possível que faça a doação de medula óssea por dois procedimentos diferentes. No caso da estudante da UFLA, a coleta foi feita por punções no osso da bacia, feitas com agulhas especiais. O processo é cirúrgico e feito em hospital credenciado pelo Inca, com anestesia, mas sem cortes. A duração aproximada é de 90 minutos. O outro modo de doação é chamado aférese, semelhante a uma doação de sangue, sem internação ou anestesia. No entanto, a opção por um tipo ou outro de doação é feito por indicação médica. Para outras informações sobre a doação, consulte a Fundação Hemominas ou o Inca. Neste link, um vídeo mostra o encontro entre um doador de medula e uma menina que passou pelo transplante.

 

Atenção! As notícias mais antigas (anteriores a Maio/2018) estão disponíveis em nosso repositório de notícias no endereço www.ufla.br/dcom.