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Ensino superior privado cresce sem a qualidade da universidade pública, avalia Andifes

Escrito por Comunicação UFLA | Publicado: Domingo, 16 Setembro 2007 21:00 | Última Atualização: Domingo, 16 Setembro 2007 21:00

Agência Brasil, 14/09/07

Sabrina Craide

Brasília - Com maior oferta de vagas em instituições públicas e privadas de ensino superior, houve aumento do número de alunos nesses cursos, avalia o presidente da Associação Nacional de Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Arquimedes Diógenes Ciloni. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve crescimento de 13,2% no número de alunos que estão em cursos de graduação em 2006, em relação ao ano anterior, chegando a 5,9 milhões de universitários.

Ciloni reconhece a contribuição do sistema particular no aumento do número de alunos de ensino superior, mas chama a atenção para a qualidade da educação que é ofertada. “Esse crescimento desenfreado registrado no sistema particular não teve o diferencial da forte marca da qualidade que diferencia o ensino superior público”, avalia. O Pnad registrou um aumento de 15,3% no número de alunos do ensino superior privado. Segundo ele, as instituições federais não têm intenção nem condições de competir com o sistema privado. “O nosso papel maior é de formadores”, destaca.

Segundo ele, o aumento das vagas nas universidades federais é fruto de um trabalho de expansão que vem sendo realizado desde 1998. Ele lembra que o número de alunos nas 58 instituições de ensino federais no país passou de 340 mil alunos no final da década passada para quase 700 mil atualmente. “Estamos fazendo a nossa parte para atender a essa necessidade social de aumento da oferta de vagas do ensino superior federal”, afirma.

Apesar de reconhecer que o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas para que estudantes de baixa renda estudem em universidades privadas, tem qualidades, Ciloni diz que o programa nivelou por baixo a qualidade do ensino ofertado. “Tenho certeza que, se perguntarem aos estudantes que hoje estão no sistema particular, mediante a concessão de bolsas do Prouni, se prefeririam estar em uma universidade federal, eles com certeza optariam por estar no sistema público”, avalia.

De acordo com o presidente da Andifes, atualmente 10% dos jovens brasileiros entre 18 e 24 anos chegam ao ensino superior. A meta é triplicar esse número em 10 anos. Segundo Ciloni, 4% dos jovens do Brasil têm acesso ao ensino superior público. “O Brasil é um país profundamente elitista no que diz respeito ao ensino superior”, avalia.

 

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