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Acesso à educação infantil amplia renda

Escrito por Comunicação UFLA | Publicado: Quarta, 19 Setembro 2007 21:00 | Última Atualização: Quarta, 19 Setembro 2007 21:00

Folha Dirigida, 13/09/2007

Um estudo da economista Rosane Mendonça, pesquisadora do Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Ipea), mostra que o acesso à Educação Infantil melhora não só a capacidade de aprender, mas aumenta as chances de o indivíduo ter maior renda. Segundo ela, em média, cada ano de pré-escola rende 6% à mais na remuneração da profissional.

O impacto pode ser ainda maior se as condições familiares (renda, nível cultural e educacional dos pais, condições de saúde, entre outras) forem favoráveis. Os três anos da pré-escola, segundo a especialista, também aumentam em mais de um ano o tempo médio de estudo na escola regular, reduzem a probabilidade de repetir de ano nas etapas seguintes contribuem para que a criança tenha menos problemas com desnutrição.

'Freqüentar a pré-escola tem grande impacto sobre o desenvolvimento infantil. É um investimento que tem alta taxa de retorno e que reduz as diferenças no acesso às oportunidades, sobretudo quando os pais são mais pobres', resumiu Rosane Mendonça, na última quarta, dia 12, na primeira palestra da V Conferência Internacional de Educação da Associação Brasileira de Educação Infantil (Asbrei).

A economista chegou às conclusões a partir de dados da Pesquisa sobre Padrões de Vida, feita pelo IBGE entre 1996 e 1997, em estados do Nordeste e do Sudeste do país. Ao analisar a contribuição do acesso à creche para o futuro da criança, não foi possível chegar a resultados tão positivos como o da pré-escola. Porém, a pesquisadora observou que o número pequeno de pessoas que estudaram nestes estabelecimentos (0,3% do total da amostra) e a época em que freqüentaram (década de 70) pode ter influenciado neste quesito. 'A qualidade do atendimento melhorou muito desta época até hoje'.

Até por isso, Rosane Mendonça e outros cinco economistas fizeram um novo estudo, em 2002, sobre o impacto que a melhoria da qualidade do trabalho educacional em creches tem para o desenvolvimento infantil. Neste caso, foram analisadas informações de alunos, e de seus pais, de 109 creches do Rio de Janeiro. Segundo ela, quanto maior a qualidade, maior a redução do que chamou de atraso, diferença entre a idade cronológica e a idade psicológica da criança. 'Políticas que tenham como foco a melhoria do atendimento nas creches têm efeitos mais positivos do que investir em programas de transferência de renda ou de educação das mães', exemplificou a pesquisadora.