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Primeira defesa de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Biomateriais foi realizada nesta segunda (5/10)

Escrito por Ana Eliza Alvim | Publicado: Quinta, 08 Outubro 2015 13:07 | Última Atualização: Terça, 06 Outubro 2015 16:08
[caption id="attachment_102450" align="alignleft" width="249"]image028 A autora da dissertação é a Engenheira Florestal da UFLA Camila Laís Farrapo.[/caption] Um ano e dois meses após iniciar suas atividades, o Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Biomateriais da Universidade Federal de Lavras (PPGBiomat/UFLA) viveu nesta segunda-feira (5/10) uma data marcante: foi realizada sua primeira defesa de dissertação. O trabalho foi desenvolvido por Camila Laís Farrapo, sob orientação do professor do Departamento de Ciências Florestais (DCF) e reitor da UFLA, José Roberto Soares Scolforo. Com o objetivo de analisar a durabilidade do fibrocimento reforçado com fibra de sisal após dez anos de envelhecimento, a pesquisa chegou a resultados que contribuem no processo de busca de novos materiais tendo como premissa a sustentabilidade. Para garantir resistência ao cimento, a indústria tem a possibilidade de inserir fibras sintéticas ou fibras vegetais na composição de telhas, ou mesmo ambas. Considerando-se o alto custo das fibras sintéticas, as fibras vegetais passam a ser boas opções. Por isso, a geração de conhecimentos científicos sobre as propriedades desses produtos pode ajudar a aperfeiçoar sua utilização. As telhas testadas por Camila após dez anos de exposição aos agentes ambientais foram produzidas também em trabalho experimental, desenvolvido pelo professor do DCF Gustavo Henrique Denzin Tonoli, durante sua pesquisa de mestrado. São telhas de fibrocimento reforçadas com polpa de sisal. Elas estavam dividas em grupos de diferentes composições e submetidos a diferentes processos (inserção de fibras sintéticas, carbonatação e autoclavagem). Os testes atuais demonstraram que a adição de fibras sintéticas ao material contribuiu para a manutenção de seu desempenho mecânico. Já a carbonatação acelerada e a autoclavagem, entre outros benefícios e ponderações, influenciaram na preservação da fibra vegetal com o tempo. De maneira geral, a conclusão foi de que, com os processos adequados de tratamento, o fibrocimento reforçado com fibras vegetais pode alcançar durabilidade satisfatória. Camila é de Salto de Pirapora (SP) e chegou a Lavras para cursar a graduação na UFLA. Depois disso, não saiu mais da Universidade. “Logo que me formei, passei no concurso e me tornei servidora. Agora, sinto-me muito honrada por representar meus colegas nessa primeira defesa comemorativa, e por trabalhar com uma área em que acredito muito – o desenvolvimento de novos materiais com foco na sustentabilidade”. O orientador da pesquisa enfatizou o otimismo de Camila e a qualidade do trabalho desenvolvido. “Ela soube seguir um bom rumo e produziu um estudo que tem resultados úteis à indústria e à causa da sustentabilidade”, comentou Scolforo. A cerimônia oficial comemorativaimage004 Na condução da celebração da primeira defesa do Programa estavam o reitor do UFLA e presidente da banca examinadora, professor Scolforo; o pró-reitor de Pós-Graduação, professor Alcides Moino Júnior; o coordenador adjunto do Programa, professor Rafael Farinassi Mendes (representando o coordenador, Lourival Marin Mendes); o chefe do DCF, professor Marco Aurélio Leite Fontes e a representante dos estudantes do PPGBiomat Kellen Reis. Em sua fala, o reitor enalteceu o espírito colaborativo dos membros do PPGBiomat, agradecendo a contribuição de todos. “Sentimos que este grupo está imbuído do espírito de equipe, numa busca conjunta por grandes projetos. São estudantes e professores que demonstram muito entusiasmo”. Ressaltou também pontos institucionais importantes, como o trabalho que vem sendo desenvolvido pelos profissionais intérpretes de libras da UFLA (presentes na cerimônia) e a conquista da Universidade ao ingressar no ranking Times Higher Education, no qual figuram apenas 17 instituições brasileiras entre as melhores do mundo. O esforço, a criatividade e a ousadia da equipe do Programa foi também destaque nas palavras do professor Marco Aurélio, que parabenizou a todos. Representando os estudantes, Kellen confirmou o envolvimento que mobiliza o grupo: “Tenho muito orgulho de fazer do PPGBiomat e acredito firmemente que nossas pesquisas têm muito a contribuir com o conhecimento científico”.  Professor Rafael comentou dados importantes sobre o Programa, que hoje possui 25 mestrandos e 15 doutorados em atividade. “O diferencial não está apenas no fato de ter sido criado com conceito 5 (atribuído pela Capes), mas principalmente em seu caráter interdisciplinar, congregando diferentes áreas como a Engenharia Florestal, a Ciência do Alimentos e as Engenharias (notadamente a de Materiais)”, disse. Professor Alcides lembrou que, logo em seu primeiro ano de atuação, o Programa promoveu um evento internacional – o Simpósio Internacional em Materiais e Biossistemas (Simbi). Classificou o grupo de trabalho como “aguerrido” e empenhado na construção de um projeto novo. Durante as atividades, foram homenageados e receberam agradecimentos os componentes da banca examinadora: o professor José Benedito Guimarães Júnior, da Universidade Federal de Goiás (UFG); e os professores da UFLA Gustavo Tonoli e José Roberto Scolforo. O PPGBiomat tem atualmente 15 professores em seu corpo docente. Parcerias institucionais, nacionais e internacionais, já fazem parte das atividades. Entre os parceiros no país estão a Embrapa Instrumentação de São Carlos e a Universidade de São Paulo (USP – câmpus de Pirassununga). Em âmbito internacional, as relações têm sido com a Universidade Nova de Lisboa.