Ir direto para menu de acessibilidade.
Atenção! Você está acessando um arquivo automático de notícias e o seu conteúdo pode estar desconfigurado. Acesse as notícias mais antigas (anteriores a Maio/2018) em nosso repositório de notícias no endereço www.ufla.br/dcom.

UFLA na Mídia: matéria do Sábado Animal retrata o Sistema Urubu

Escrito por DCOM | Publicado: Sexta, 08 Janeiro 2016 11:07 | Última Atualização: Terça, 29 Dezembro 2015 11:10
[caption id="attachment_106891" align="alignleft" width="249"]alex_bager_TV O professor da UFLA e coordenador do CBEE, Alex Bager, em entrevista no programa Sábado Animal[/caption] O quadro “Expedição Aventura” do programa Sábado Animal da rede televisiva Bandeirantes (Band), exibido no sábado (26/12), percorreu as estradas brasileiras para mostrar a quantidade de animais que ainda morrem atropelados por conta da imprudência de muitos motoristas. A reportagem contou com entrevista do professor Alex Bager, do Departamento de Biologia da Universidade Federal de Lavras (DBI/UFLA), coordenador do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE). O professor falou sobre o impacto dos atropelamentos na fauna brasileira. “O atropelamento parece ser o maior impacto direto que o ser humano pode causar a biodiversidade. Ele é maior que o tráfego de animais silvestres, que a caça, e provavelmente maior que se somado tudo isso”, ressaltou Alex Bager. Hoje, estima-se que anualmente cerca de 475 milhões de animais morrem atropelados nas estradas brasileiras. A cada segundo seriam 15 animais mortos. O professor explica que os animais mais atropelados são os pequenos vertebrados, como cobras, sapos, roedores, pequenas aves, dentre outros. “Nós temos um país gigante em que resolver o problema em um trecho de 50, 100 km de estrada, apesar de importante não resolve o problema no Brasil. Então, nós temos que ter uma estratégia para reduzir esse impacto no Brasil como um todo”, destaca o professor. “Uma das estratégias foi o desenvolvimento do Sistema Urubu, uma rede ligada a mortalidade da fauna. Através de um aplicativo gratuito a população pode auxiliar o Centro de Estudos, enviando fotos de animais atropelados. O sistema já conta com 16 mil seguidores”, complementou a reportagem. Segundo o professor, os atropelamentos ocorrem em rodovias, estradas e ferrovias, sendo impossível a presença de pesquisadores em todos os casos. Assim, com o Sistema Urubu qualquer pessoa pode colaborar com informações. Para utilizar o sistema, o interessado pode fazer o download do aplicativo gratuitamente no smartphone e, quando avistar um animal atropelado, é só fazer um registro fotográfico por meio do aplicativo, que automaticamente salva as coordenadas geográficas por meio do acesso ao GPS do aparelho. Os registros podem ser enviados posteriormente quando o usuário tiver melhor acesso à rede para envio de dados, pois os dados do GPS, a data e horário ficam registrados juntamente com a foto no sistema do aplicativo. Depois de enviada, a imagem passa a compor o Banco de Dados Brasileiro de Atropelamento de Fauna Selvagem (BAFS), sendo encaminhada para o CBEE para uma triagem dos locais onde mais ocorrem atropelamentos de fauna silvestre em todo o Brasil. O aplicativo foi lançado em abril de 2014, desde então, a colaboração da população tem sido crescente. Todas as informações sobre animais atropelados permitem o auxílio a concessionárias de rodovias e a órgãos do governo na tomada de decisões relativas aos locais a ser priorizados, podendo instalar telas, construir túneis subterrâneos às estradas ou túneis para a circulação dos automóveis, que deixem área verde livre para o trânsito de animais. O Sistema Urubu conta com um espaço físico no Laboratório de Estudos em Manejo Florestal da UFLA (Lemaf/UFLA). Com a cessão da infraestrutura física e o apoio de recursos humanos do Lemaf, que atuam no projeto, a UFLA se junta aos demais parceiros do Sistema Urubu que têm tornado viável a execução de cada fase do processo de levantamento de animais atropelados nas estradas brasileiras. Veja a matéria completa nos seguintes links: http://mais.uol.com.br/view/15706462 http://mais.uol.com.br/view/15706469
Texto: Camila Caetano – jornalista, bolsista/UFLA