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UFLA representou o governo federal em Barbacena durante mobilização "Zika Zero" – ações continuam

Escrito por Ana Eliza Alvim | Publicado: Terça, 23 Fevereiro 2016 07:51 | Última Atualização: Quarta, 17 Fevereiro 2016 12:42
evento-barbacena-1A Universidade Federal de Lavras (UFLA) esteve presente na ação realizada em Barbacena (MG) no Dia Nacional de Mobilização Zika Zero (13/2), organizada para combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor dos vírus da dengue, chikungunya e zika. A participação da Universidade ocorreu a convite do Governo Federal, a partir da experiência que a instituição possui no controle de endemias. A coordenadora de Prevenção de Endemias da UFLA, professora Joziana Muniz de Paiva Barçante, foi quem representou, durante o ato, a Sala Nacional de Controle e Coordenação de Aedes aegypti e Enfrentamento à Microcefalia. O coordenador do curso de Medicina da UFLA, professor Vítor Luis Tenório Mati, também participou da mobilização, que reuniu em Barbacena 45 agentes comunitários de endemias, 160 agentes comunitários de saúde, 420 militares da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar), além de 15 representantes da prefeitura do município e outros 15 da Superintendência Regional de Saúde. Foram feitas vistorias em bairros da cidade.  Atos como caminhada, apresentação da Banda da Epcar e solenidade com autoridades foram realizados com a finalidade de despertar a atenção da população para a importância da eliminação dos criadouros do Aedes aegypti. [caption id="attachment_107801" align="alignright" width="249"]evento-barbacena-2 Mobilização Zika Zero em Barbacena.[/caption] Durante o evento, a professora Joziana apresentou ao município proposta de parceria com a UFLA, pela qual a instituição abre suas portas para realização de ações conjuntas para o controle de endemias. “Com a experiência que temos com essa prática no câmpus, o conhecimento técnico e científico produzido na universidade e a infraestrutura de laboratórios que possuímos, podemos oferecer orientações e suporte às prefeituras, auxiliando no enfrentamento a esse problema de saúde pública, assim como é feito há cinco anos com a prefeitura de Lavras”, diz. Em Lavras, a UFLA participa dos mutirões de saúde e ações de combate a endemias, com envolvimento ativo de estudantes e profissionais. [caption id="attachment_107802" align="alignright" width="249"]evento-barbacena-3 Mobilização Zika Zero em Barbacena.[/caption] Prefeituras que se interessem em fazer contato com a Coordenadora de Prevenção de Endemias da UFLA, ligada à Diretoria de Meio Ambiente da UFLA, podem entrar em contato pelo telefone (35) 3829-1741 ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Sobre a mobilização nacional O movimento do dia 13/2 foi realizado em 353 municípios do país, com a participação, em parte deles, de ministros de Estado, secretários executivos, presidentes de estatais e representantes de instituições convidadas. Foram 220 mil militares envolvidos. A presidenta Dilma Rousseff acompanhou a ação no Rio de Janeiro. Em 4/2 foi realizada, em Brasília, reunião com o ministro da Educação Aloizio Mercadante, para mobilização da Educação no combate ao Aedes Aegypti e enfrentamento do vírus Zika e da microcefalia. A UFLA também participou do encontrou, representada por sua coordenadora de Prevenção de Endemias. Aedes aegypti  - história e formas de combate Além da dengue e da febre chikungunya, que já preocupavam a população e as autoridades em saúde pública, o Zika vírus e sua relação com a microcefalia em bebês apresentam-se como novo desafio a ser vencido no Brasil e outros países. Embora haja iniciativas em desenvolvimento que geram a expectativa do controle das doenças em médio e longo prazo (como as vacinas, por exemplo), especialistas defendem que a ação emergencial para este momento é o combate ao mosquito transmissor, exigindo a mobilização do poder público e a participação engajada da população. A professora Joziana explica que o Aedes aegypti é originário da África, da região do Egito. Segundo ela, acredita-se que ele tenha chegado ao Brasil com os navios que transportavam escravos. “Os tonéis com água, onde provavelmente os mosquitos depositavam seus ovos, facilitaram esse processo. Inclusive, há relatos de ‘navios fantasmas’, que eram encontrados à deriva, depois que toda a sua população havia morrido, possivelmente vítima de doenças transmitidas pelos mosquitos”, conta. Na década de 1950, com a grande mobilização nacional para combate à febre amarela (também transmitida pelo Aedes aegypti), o mosquito chegou a ser erradicado do País. “Em fevereiro de 1955, foi eliminado o último foco do mosquito no Brasil. Em 1958, esse fato foi anunciado oficialmente”, diz Joziana. No entanto, o inseto acabou voltando ao país depois da década de 1960, seja pelas regiões de fronteira, seja por navios vindos de outros países. “O aumento da população e da produção de lixo são fatores que hoje dificultam o controle da reprodução do mosquito. Mas, enquanto se desenvolvem pesquisas para a busca de novas formas de combate, o meio mais assertivo para protegermos as pessoas dessas doenças é a eliminação dos focos de água parada”, afirma Joziana. A relação entre o vírus Zika e a microcefalia, já confirmada pela ciência em trabalho publicado no New England Journal of Medicine, transforma o caso em preocupação mundial. Todos os dias, pelos diferentes meios de comunicação, a população é chamada a colaborar com ações voltadas à redução da população de mosquitos transmissores das doenças: Acesse aqui o material informativo do Ministério da Educação. Na UFLA e em Lavras [caption id="attachment_107803" align="alignright" width="249"]mutirao-dengue-lavras Equipe da UFLA participou em 29/1 de Mutirão de Combate à Dengue em Lavras, em parceria com a prefeitura do município.[/caption] Lavras chegou a decretar situação de emergência pelo alto número de casos de dengue no município em 2015. Neste ano, a situação encontra-se sob controle. Até o momento, foram 32 notificações, tendo sido confirmados 14 casos e outros 11 aguardam resultados de exames, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Além de participar com a Prefeitura dos mutirões de saúde, como o ocorrido no dia 29/1 para combate à dengue, a UFLA mantém controle e combate ao mosquito no próprio câmpus. Existem 20 armadilhas espalhadas por diferentes áreas da instituição. Elas ajudam a monitorar a presença do Aedes aegypti na região, ao mesmo tempo em que colaboram para a redução da população desses insetos. Conheça outras ações: Controle sistemático para prevenção à dengue na UFLA. Saiba mais sobre a ação programada para 19/2 na UFLA.