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Tese de doutoranda da UFLA integra projeto que avalia efeito da falta de chuvas em florestas úmidas

Escrito por Ana Eliza Alvim | Publicado: Sexta, 04 Março 2016 12:27 | Última Atualização: Terça, 01 Março 2016 13:50
[caption id="attachment_108192" align="alignleft" width="249"]defesa-tese-dcf A defesa da tese ocorreu em 26/2.[/caption] O impacto das mudanças climáticas na vegetação do planeta desperta perguntas em pesquisadores do mundo todo. Em um possível cenário de falta chuvas, como estarão as florestas do futuro? Quais características permitiriam que certas espécies de plantas sobrevivessem? Como esse conhecimento pode contribuir para uma preservação dos ecossistemas? Inserida nessas perspectivas, uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal analisou as características funcionais (essenciais para transporte interno da água) da madeira e das folhas de diferentes espécies de uma floresta tropical úmida da Austrália. O estudo foi o primeiro do Programa a ser desenvolvido completamente no exterior, dando força aos projetos de internacionalização da pós-graduação da Universidade Federal de Lavras (UFLA). O resultado deu origem à tese de doutorado de Deborah Apgaua, orientada pelo professor do Departamento de Ciências Florestais (DCF) Rubens Manoel dos Santos. A doutoranda trabalhou em conjunto com pesquisadores da James Cook University, sendo coorientada pela professora da instituição australiana Susan Laurance. Sua pesquisa inseriu-se em um projeto já em curso no país, destinado a averiguar o efeito da exclusão das chuvas em uma floresta tropical úmida. A defesa da tese foi realizada na sexta-feira (26/2), no anfiteatro do Laboratório de Estudo e Projetos em Manejo Florestal (Lemaf). Durante a apresentação, Deborah explicou que as florestas úmidas, apesar de muito antigas, são pouco resistentes às alterações do clima. Por isso, a doutoranda investigou como traços funcionais de diferentes espécies respondem a essas mudanças, ou seja, identificou características das plantas, relativas à condução interna de água, que revelam sua resistência à estiagem. A área de experimentos na qual se desenvolveram os estudos está localizada no nordeste da Austrália e possui toda a estrutura para simular a [caption id="attachment_108193" align="alignright" width="158"]A doutoranda Deborah Apgaua coletando dados sob os painéis que excluem a chuva de uma parcela da floresta tropical úmida da Austrália A doutoranda Deborah Apgaua coletando dados sob os painéis que
excluem a chuva de uma parcela da floresta tropical úmida da Austrália.[/caption] exclusão de chuvas. Com as observações, a pesquisadora pôde identificar as espécies com menores chances de sobrevivência no caso de quedas no índice pluviométrico. “Com a exclusão de chuvas, a  composição das floretas úmidas mudaria. O trabalho aponta quais seriam as mudanças”, explicou. Para aplicar a metodologia da pesquisa trabalhada na Austrália às florestas brasileiras, o pós-doutorando da James Cook University David Tng veio à UFLA com a bolsa Endeavour do governo australiano. Ele permanecerá na instituição de abril a outubro de 2016, participando de novos projetos na área. De acordo com o professor Rubens, a parceria traz muitos ganhos ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal. “A experiência nos traz uma nova linha de pesquisa e uma nova abordagem para o trabalho da ecologia funcional. Nossa expectativa é levarmos os estudos aos biomas brasileiros da Mata Atlântica e até mesmo da Caatinga”, diz. A tese de Deborah, intitulada “Functional Anatomy and Water Use Strategies of Rainforest Plants”, teve na banca avaliadora, além do professor Rubens e do convidado David, os professores do Departamento de Biologia (DBI) Evaristo Mauro de Castro e João Paulo Rodrigues Barbosa, e a professora do DCF Ana Carolina Maioli. Uma parte do trabalho de Deborah foi publicado na revista internacional PLoS One em junho de 2015. Consulte o artigo.

 

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