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Dicas de Português

Vírgula: dois verbos e números por extenso

Escrito por Comunicação UFLA | Publicado: Terça, 23 Outubro 2018 08:45 | Última Atualização: Terça, 23 Outubro 2018 09:35
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Na frase "quem ler, viaja", há gramáticos que condenam essa vírgula, pois estaria separando o sujeito do predicado. Outros aceitam argumentando que não se deve repetir dois verbos. Afinal, como devo proceder?

Pode-se no caso de frases iniciadas com o pronome quem - quebrar a norma e usar a vírgula entre o sujeito e o predicado quando aparecem dois verbos juntos ou mesmo aproximados:

Quem luta, consegue.

Quem sabe, sabe.

Quem for, verá.

Quem não lê, não escreve.

Quem ama, não mata.

Não havendo problemas de clareza ou de estética, pode-se deixar de lado, é claro:

Quem não deve não teme.

Quem ama não adoece.

Quem tudo quer tudo perde.

Ao escrevermos "dois mil,trezentos e vinte e seis reais e doze centavos", é necessário pormos essa vírgula?

Não é necessário mas é bem possível. O gramático Celso Luft advoga a colocação dessa vírgula depois de mil, pois é a marca da coordenação sem conjunção ("assindética"). Napoleão Mendes de Almeida, na sua gramática, também a usa. Exemplos:

22.501 = vinte e dois mil, quinhentos e um.

4.455 = quatro mil, quatrocentos e cinquenta e cinco.

Com zeros, porém, é diferente. Usa-se o e: 1.400 = mil e quatrocentos; 4.005 = quatro mil e cinco.

 

Fonte: Não tropece na língua (Com adaptações)

            Maria Tereza de Queiroz Piacentini

 

Colaboração: Déborah Cristina Ribeiro

Paulo Roberto Ribeiro

DCOM

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