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ENSINO SUPERIOR

Formatura: Mais de 600 formandos da UFLA receberam o sonhado diploma universitário

Escrito por Claudinei Rezende e Mayara Mesquita | Publicado: Sexta, 02 Fevereiro 2024 16:48 | Última Atualização: Terça, 20 Fevereiro 2024 09:29
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Em oito solenidades de colação de grau, realizadas nos dias 31/1 e 1º/2, 592 formandos subiram ao palco do Ginásio da Universidade Federal de Lavras (UFLA) para, enfim, receber o tão esperado diploma. Ao todo, considerando aqueles que colaram grau em sessão especial, 677 egressos do semestre 2023/2 obtiveram seus respectivos títulos de bacharel ou licenciado.

O perfil dos formandos é diverso e, a cada semestre, a UFLA forma novos profissionais de diferentes realidades. O levantamento feito sobre os agora egressos de 31 cursos de graduação da Universidade mostra, por exemplo, que 269 formandos eram cotistas, o que corresponde a quase 40% do total de ex-alunos.

Em relação à cor/raça, 32,9% dos graduados se autodeclararam pretos e pardos. Já sobre as origens dos egressos, 531 deles são de 129 municípios de Minas Gerais, o que elenca os mineiros como o maior número entre aqueles que receberam os diplomas. O município com maior representatividade na UFLA continua sendo Lavras, com quase 20% do total de formandos. Porém, a Instituição rompe fronteiras estaduais e internacionais, formando também egressos de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pará, Paraná, Distrito Federal, Mato Grosso, Maranhão, Paraíba, Goiás, Rondônia, Alagoas, Bahia e, até mesmo, de Honduras e Japão.

Isabella Santos Nascimento

Além disso, 52% dos formandos são do sexo feminino e 48% do sexo masculino. Isso evidencia que as mulheres têm conquistado cada vez mais espaço na Universidade, inclusive em áreas que, ainda, são majoritariamente ocupadas por homens. Esse é o caso da Isabella Santos Nascimento, que se formou com honra no curso de Matemática neste semestre. “Houve momentos em que algumas pessoas pareciam surpresas por eu ser boa nas disciplinas de exatas, não esperando que uma mulher ocupasse tal espaço. No entanto, durante a graduação, participei de diversos projetos coordenados por mulheres, nos quais tive uma rede de apoio muito grande”, diz. Ela ainda deixou uma mensagem importante para aquelas que pretendem ingressar no Ensino Superior: “apoiem outras meninas que sonham como você. Devemos e podemos ocupar espaços, nas ciências exatas ou em qualquer área que desejarmos.”

Ensino que transforma vidas

Assim como Isabella, grande parte dos formandos possui histórias para contar. Esse é o caso de Eder Spuri (primeira foto), bacharel em Administração Pública que buscou essa segunda graduação para ampliar seus conhecimentos e oportunidades. “Além disso, desta vez, fiz a minha graduação já inserido no mercado de trabalho. O fato de ser um estudante-trabalhador fez com que a vida acadêmica fosse um desafio ainda maior para manutenção e permanência no Ensino Superior. Conciliar as atividades curriculares, as horas de estudos e o tempo destinado ao trabalho presencial requer muita persistência e planejamento. Apesar de ter enfrentado diversos desafios, sei que muitas outras pessoas passam por dificuldades ainda maiores e que a Universidade precisa estar pronta para receber estudantes com um perfil semelhante ao meu, para que todos possam ter a oportunidade de trilhar outros caminhos”, comenta.

E cada vez mais percebe-se também que a idade não é um fator que impede novas perspectivas. Apesar de a maioria dos formandos ter idades entre 21 e 32 anos, 2,3% deles possuem idades que vão de 33 a 57 anos. Para

Klaus Souza Santos

especificar melhor, quem possui 57 anos é o graduado Klaus Souza Santos que, por meio de sua graduação em medicina, concluiu uma nova jornada. “Já possuo uma graduação em odontologia e, depois de tanto tempo, o que me motivou a fazer um novo curso foi a busca por uma realização pessoal. No decorrer da minha carreira como dentista, senti a necessidade de uma complementação e tive muito apoio, principalmente, da minha esposa, que também é dentista. Fazer essa segunda graduação é um motivo de orgulho para mim porque quando fazemos algo de que gostamos, isso melhora a nossa endorfina e, até mesmo, nossa autoestima. O recado que deixo é para que nunca desacreditem de seus sonhos, não importa a idade. Cada um de nós possui uma criança interior. Então, se você tem vontade de fazer algo, faça.”

Entre as fileiras de formandos, o egresso da licenciatura em Educação Física Felipe de Almeida Batista, homem trans, também trouxe seu relato de orgulho. “O Ensino Superior é um sonho para muitos e acredito que ser uma

Felipe de Almeida Batista

pessoa trans dentro de uma universidade é resultado de uma luta que vem cada vez mais ganhando visibilidade. Ainda vivemos em uma sociedade preconceituosa, mas, aqui, pude ser quem sou. Eu me descobri e me assumi dentro da Universidade, onde, felizmente, fui acolhido e respeitado. A UFLA mudou a minha vida profissional e pessoal e fico extremamente feliz por fazer parte da primeira universidade em Minas Gerais a aprovar cotas para pessoas trans, as quais são, majoritariamente, marginalizadas. Agora, o sonho de uma universidade e de um diploma de Ensino Superior podem se tornar ainda mais reais para outros muitos. Temos o direito de ser quem somos e, acima de tudo, de sermos profissionais formados”, defende.

Outra história de conquista é a de Aurélio Gabriel Silva Leandro, que se despediu do curso de Zootecnia com mérito acadêmico e um relato de superação. “Durante a minha graduação, tive uma rara síndrome chamada Síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune que ataca o sistema neurológico. Eu acabei ficando 12 dias em coma e, no total, 44 dias internado. Quando recebi alta, eu estava tetraplégico. Então, durante dez meses, passei por um intenso processo de reabilitação para conseguir recuperar meus movimentos e não ter sequelas. Obviamente, tudo isso acabou atrasando o meu percurso na graduação, já que precisei trancar o meu curso por dois períodos. Por isso, estar aqui me formando e conquistando o mérito acadêmico é uma vitória da qual tenho muito orgulho. Agora, felizmente, já estou recuperado e com um futuro a aproveitar na carreira de zootecnista.”

A colação de grau é um momento muito aguardado tanto pelos formandos quanto por seus familiares e amigos, além de ser um orgulho para a UFLA ver seus embaixadores alçando voo. É o encerramento de uma parceria entre  Instituição e estudantes que, por meio da formação de profissionais qualificados, pesquisas inovadoras e projetos de extensão que aproximam a Universidade da comunidade, contribuirão com o avanço da sociedade. “Nós devolvemos ao País o investimento que a sociedade faz na instituição pública”, comenta o reitor da UFLA, professor João Chrysostomo de Resende Júnior.

capa site  

Clique nos links abaixo para as fotos das cerimônias. Para salvar, basta clicar na foto desejada. 

ESCOLA DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DE LAVRAS – ESAL

ESCOLA DE ENGENHARIA – EENG

INSTITUTO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS – ICET

FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAÚDE - FCS

FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS - FCSA

FACULDADE DE ZOOTECNIA E MEDICINA VETERINÁRIA – FZMV

INSTITUTO DE CIÊNCIAS NATURAIS – ICN

FACULDADE DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS HUMANAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FAELCH

 

 
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