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Olimpíada HackaPower

Estudante da UFLA integra equipe vencedora de olimpíada nacional sobre energia nuclear

Escrito por Laís Dassunção | Publicado: Segunda, 02 Março 2026 08:30 | Última Atualização: Segunda, 02 Março 2026 08:31
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A estudante Emelca de Jesus Amorim Teles, do curso de Engenharia Física pelo Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia (BICT) da Universidade Federal de Lavras (UFLA), integrou a equipe vencedora da edição nacional de 2025 da Olimpíada Hackapower, promovida pela Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN).

Emelca fez parte da equipe Nautilus, responsável pelo tema Energia. A olimpíada propôs aos participantes o desenvolvimento de um projeto conceitual para o uso de Micro Reatores Modulares (MMRs) na indústria marítima. Os MMRs são pequenos reatores nucleares projetados para gerar energia de forma mais compacta e com potencial para oferecer altos padrões de segurança, quando comparados a modelos tradicionais de usinas nucleares.

Como resposta ao desafio, a equipe Nautilus elaborou um artigo técnico analisando diferentes modelos de MMRs com potencial de aplicação no setor marítimo. O estudo avaliou aspectos como viabilidade tecnológica, segurança, eficiência operacional, tipo de combustível e características estruturais.

A equipe apresentou a possibilidade de um MMR do tamanho de um contêiner, projetado para operar por anos, sem reabastecimento, com segurança intrínseca, garantindo que as reações nucleares parem automaticamente em caso de falha, e com total autonomia. Essa tecnologia propõe embarcar energia nuclear em contextos marítimos.

Além da análise comparativa, o grupo desenvolveu um “seletor de MMRs”, uma ferramenta conceitual que reúne parâmetros de engenharia para auxiliar na escolha do reator mais adequado conforme a necessidade da aplicação marítima. A proposta funciona como um guia técnico para apoiar futuras decisões estratégicas no setor.

O trabalho se destacou pelo rigor técnico, pela abordagem comparativa entre diferentes tecnologias e pela proposta prática da ferramenta de seleção, que agrega aplicabilidade ao estudo. A combinação entre fundamentação científica, inovação e potencial de uso real garantiu à equipe o primeiro lugar na competição.

O grupo contou com o patrocínio da Marinha do Brasil, por meio do órgão Secretaria Naval de Segurança Nuclear e Qualidade (SecNSNQ), e conquistou o primeiro lugar na competição em âmbito nacional.

Além de Emelca, a equipe Nautilus foi formada por Roberta Freire, estudante de Engenharia Nuclear da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Osman Granada, mestrando em Tecnologia Nuclear do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) e Jullyano Lino da Silva, estudante de Matemática do Centro Universitário Internacional (UNINTER).

Formação na UFLA

Segundo Emelca, a formação recebida na UFLA foi essencial para sua atuação no projeto. A base interdisciplinar do BICT, aliada ao incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico, contribuiu diretamente para sua participação técnica na equipe.

A conquista evidencia o protagonismo dos estudantes da UFLA em competições científicas de alto nível e reforça a importância da formação sólida nas áreas de ciência, tecnologia e inovação.

 
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