Programa de Genética e Melhoramento de Plantas celebra 40 anos com evento que reuniu gerações
O Programa de Pós-Graduação em Genética e Melhoramento de Plantas (PPGGM) da Universidade Federal de Lavras (UFLA) celebrou 40 anos de existência no último sábado (2/5), no Anfiteatro Magno Antônio Patto Ramalho. O evento teve como objetivo resgatar a trajetória do Programa, destacar suas contribuições científicas e acadêmicas e reunir docentes, discentes e egressos que participaram dessa história. Ao longo de seus 40 anos, o PPGGM formou mais de 457 mestres e 243 doutores.
A cerimônia foi conduzida pela professora Giovana Torres, docente titular do Departamento de Biologia (DBI) do Instituto de Ciências Naturais (ICN/UFLA). A programação contou com abertura institucional, apresentações sobre a origem e evolução do Programa, depoimentos de egressos representando diferentes décadas, além de atividades comemorativas. Estiveram presentes professores fundadores, mais de 80 egressos de diversas regiões do País e cerca de 30 discentes atuais.
A abertura reuniu autoridades acadêmicas e foi seguida por pronunciamentos institucionais. O coordenador do PPGGM, Evandro Novaes, destacou o caráter coletivo da trajetória do Programa ao agradecer a presença de docentes, discentes, egressos, ex-professores e equipe técnica, além do apoio institucional da Reitoria, do Departamento de Biologia, da Sociedade Brasileira de Melhoramento de Plantas e de pesquisadores da Embrapa.
O chefe do Departamento de Biologia, Renato Paiva, fez uma analogia entre os 40 anos do Programa e as bodas de esmeralda. “A esmeralda demora milhões de anos para se formar e passa por mudanças até se consolidar. O Programa também passou por transformações ao longo do tempo, com a contribuição de professores, alunos e egressos, cada um trazendo sua experiência. Uma outra simbologia da esmeralda é a união. Só foi possível chegar a esse ponto em função da união de todos”, afirmou. Ele também mencionou a contribuição de servidores técnicos, destacando as servidoras Zélia e Irondina.
O diretor do Instituto de Ciências Naturais, Thiago Alves Magalhães, enfatizou a maturidade alcançada pelo Programa. “Quarenta anos retratam a maturidade do Programa. O ICN nasceu com excelência e muito disso se deve ao Programa de Genética, que leva o nome da universidade com qualidade”, afirmou. Ele também destacou a contribuição da professora Lisete Chamma Davide na consolidação da área.
O pró-reitor adjunto de Pós-Graduação, José Airton Rodrigues Nunes, ressaltou a importância das bases construídas pelos fundadores. “Quando você tem fundadores que trazem essências e qualidades importantes, isso se perpetua. A essência repassada faz com que o Programa tenha uma raiz saudável, transmitida às novas gerações. Se alcançamos 40 anos de forma consistente, foi graças a esse forte alicerce. A gente deve sempre celebrar, recordar e manter essa chama acesa”, destacou.
Representando a Reitoria, o pró-reitor de Pós-Graduação, Adriano Teodoro Bruzi, ressaltou o papel do PPGGM na consolidação da pós-graduação da UFLA. “A UFLA se orgulha do Programa de Genética, que celebra 40 anos. É um programa que, por grande parte de sua existência, esteve no rol de excelência. E só para destacar, hoje a UFLA tem 10 programas nesse nível, e a Capes preconiza que uma instituição consolidada, no âmbito da pós-graduação, tenha no mínimo 10 programas assim. E a genética desde 2010 vem contribuindo para isso", enfatizou.
Fundação e trajetórias
Durante o evento, os fundadores do Programa, professores Magno Antônio Patto Ramalho, João Bosco dos Santos, César Augusto Brasil Pereira Pinto e Lisete Chamma Davide, compartilharam relatos sobre a criação e os primeiros anos do PPGGM. Em suas falas, destacaram os desafios enfrentados no início e o esforço coletivo necessário para a consolidação do Programa ao longo do tempo.
A programação também incluiu um momento dedicado às trajetórias de egressos, com representantes de diferentes décadas e áreas de atuação. Participaram João Marcos Araújo e Flávia França (1986–1996), Flávio Benites e Francine (1997–2006), Fernanda Bustamante e Ulisses (2007–2016) e Marco Renan e Gabriela Ester (2017–2026), que relataram experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir da formação no Programa.
Outro destaque foi o espaço dedicado ao Núcleo de Estudos em Genética (GEN), iniciativa criada por estudantes e que teve impacto na formação acadêmica e institucional. Ao relembrar a criação, o primeiro presidente do GEN, José Correia Farias, destacou o papel coletivo na construção dessa trajetória. “A história é feita com muitas mãos. De nada adiantava termos esse insight se não tivessem pessoas arrojadas, nos ajudando. Já tínhamos um diferencial, porque todos éramos profissionais. Agora tem que fazer com determinação, orgulho. Nós temos que deixar nossa contribuição para o mundo", disse.
As atividades foram encerradas com uma foto comemorativa, o plantio de uma árvore no entorno do anfiteatro e uma visita às instalações do Programa.
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