UFLA inicia formação em Engenharia Financeira e Inovação Digital com aula inaugural
O curso de Engenharia Financeira e Inovação Digital da Universidade Federal de Lavras (UFLA) iniciou suas atividades acadêmicas com aula inaugural realizada nessa terça-feira (18/8), no Anfiteatro do Bloco III do Departamento de Administração e Economia (DAE). A nova graduação propõe uma formação interdisciplinar que integra finanças, ciência de dados, tecnologias digitais e inovação.
A aula inaugural, intitulada “Evolução das finanças e a era digital”, foi ministrada pelo professor Lélis Pedro de Andrade, do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG). A apresentação percorreu as transformações ocorridas no campo das finanças ao longo do tempo e abordou como tecnologias digitais, dados e novos modelos de negócios vêm modificando o funcionamento do sistema financeiro e a atuação dos profissionais da área.
Participaram da abertura o reitor da UFLA, professor José Roberto Scolforo; a pró-reitora de Graduação, professora Míriam Graziano; o pró-reitor-adjunto de Pesquisa e Inovação, professor Paulo Henrique Montagnana Leme; o diretor da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas (FCSA), professor Francisval de Melo Carvalho; o chefe do Departamento de Administração e Economia, professor Gustavo Nunes Maciel; e o coordenador do curso, professor Alessandro Silva de Oliveira.
Nas boas-vindas aos estudantes, foram apresentadas características da nova graduação, tanto em relação à proposta de formação quanto ao modelo pedagógico. O curso tem duração de três anos e busca articular conhecimentos de diferentes áreas para preparar os estudantes para um ambiente financeiro marcado pelo uso crescente de dados, algoritmos e tecnologias digitais.
Transformação digital
Durante a aula inaugural, Lelis apresentou a evolução das finanças a partir das mudanças econômicas, tecnológicas e sociais que transformaram empresas e mercados. Ele explicou como funções centrais das finanças permanecem relacionadas a decisões sobre investimentos, financiamentos e distribuição de resultados, mas a maneira de executar essas atividades passou por profundas mudanças. Automação, internet, plataformas digitais, inteligência artificial, blockchain, Internet das Coisas e sistemas inteligentes passaram a integrar processos de análise e tomada de decisão.
O professor também utilizou o sistema financeiro brasileiro como exemplo da velocidade dessas transformações. O Pix, as fintechs, o open finance e outros serviços digitais ilustram um ecossistema no qual inovação tecnológica, regulação e novos modelos de negócio avançam de forma articulada. Dados apresentados durante a palestra indicaram que, somente em maio de 2026, foram realizadas cerca de 7 bilhões de transações via Pix, movimentando aproximadamente R$3 trilhões.
Formação interdisciplinar
A proposta do curso de Engenharia Financeira e Inovação Digital dialoga diretamente com esse cenário. A matriz curricular está estruturada em eixos que abrangem formação quantitativa e analítica; programação e ciência de dados; finanças e economia; e inovação, regulação e sustentabilidade. Esses conhecimentos são articulados por projetos integradores, estágio supervisionado e Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), aproximando conteúdos de diferentes áreas ao longo da formação.
A graduação busca formar profissionais capazes de compreender a transformação digital em organizações financeiras e não financeiras, identificar oportunidades em diferentes nichos de mercado e desenvolver soluções para produtos, serviços e processos. A formação também contempla competências relacionadas ao empreendedorismo, à criatividade e à visão estratégica.
Para o professor Alessandro de Oliveira, a proposta é oferecer uma formação que acompanhe as transformações do mercado, integrando as áreas financeira, econômica e digital. “O curso articula teoria e prática e prevê o desenvolvimento de projetos voltados a demandas concretas da sociedade. Esperamos, assim, atender às expectativas dos estudantes e contribuir para a formação de profissionais preparados para esse novo cenário”, afirma.
Com informações e apoio da estudante Raíssa Raidam - bolsista DCOM


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