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UFLA participa do Projeto Ecoar - ação de conscientização à população de Lavras sobre cuidados com o meio ambiente

Escrito por Ana Eliza Alvim | Publicado: Segunda, 18 Junho 2018 18:56 | Última Atualização: Quarta, 04 Julho 2018 12:15 | Acessos: 512

Muito se fala em atitudes ambientais e sobre a importância de se preservar o ecossistema, mas entender que essas ações podem e devem ser feitas por todos, diariamente, é essencial para o cuidado com o meio ambiente. Com o objetivo de orientar a população sobre ações socioambientais cotidianas, foi realizada a mobilização do Projeto Ecoar na última sexta-feira (15/6), na praça Dr. Augusto Silva.  A população teve a oportunidade de descartar o lixo eletrônico, ter consulta ambiental gratuita, presenciar apresentações culturais, participar de atividades lúdicas e observar o trabalho feito pelas escolas municipais e estaduais de Lavras.

O evento, que faz parte da Semana do Meio Ambiente, foi uma iniciativa da 3TC Consultoria Ambiental em conjunto com cerca de vinte instituições da cidade de Lavras e região, incluindo a Universidade Federal de Lavras (UFLA) - por meio da participação da empresa júnior Preserva Jr. Os organizadores buscaram sensibilizar sobre a importância da preservação das águas e de se evitar fazer queimadas, além de fomentar a prática da coleta seletiva e da reciclagem, conscientizando os estudantes que produziram os materiais expostos na Praça, assim como pessoas que passavam pelo local.

Para um dos idealizadores do evento, Tales Giuliano Vieira, a parceria com a Superintendência Regional de Ensino, sediada em Campo Belo, foi essencial. Segundo ele, os responsáveis pelo órgão se mobilizaram e entraram em contato com as escolas para que todas participassem. "Passamos as três últimas semanas nas escolas municipais e estaduais trabalhando temáticas ambientais junto aos estudantes." Ao final, esses estudantes produziram materiais que foram expostos na Praça Dr. Augusto Silva na forma de cartazes, banners, cenários sensoriais e vídeos.

E um desses cenários sensoriais despertou muita atenção. Quem passava pela praça tinha que desviar dos lixos pendurados em uma barraca. O intuito era que as pessoas vissem o lixo "cara a cara" e se sensibilizassem sobre a importância de se fazer a destinação correta dos resíduos sólidos, porque "ninguém gosta do lixo, e o lixo é uma responsabilidade de todos, não só de profissionais do ramo", complementa Tales. 

O estudante de Engenharia Ambiental e Sanitária da UFLA e assessor de prospecção da Preserva Jr., Rodolfo Magela Silva, prestou orientações ao público, mas também aprendeu com o evento. "A professora Elizabeth, da Escola Tiradentes, me explicou que é proibido amarrar qualquer coisa nas árvores da praça, justamente por ser um bem público e um recurso natural. Eu não sabia que não se pode afixar materiais nas árvores, somente em postes. Então acabou me ensinando, era uma coisa que nunca imaginei. Nós não só fornecemos informações para as pessoas, mas por meio de conversas informais acabamos recebemos orientações como essa, o que enriquece ainda mais nosso conteúdo", afirma.

Quem também considera a participação no evento uma experiência positiva é a professora de Geografia das Escolas Estaduais Tiradentes, Elizabeth Regina de Andrade Martimiano. Em uma das escolas que leciona, ficou responsável por fazer um trabalho interdisciplinar com uma professora de Matemática, a fim de construírem com os alunos gráficos que mostrassem como é feita a coleta seletiva na casa dos estudantes. Segundo ela, "praticamente a cidade inteira tem coleta seletiva, mas foi assustador saber que a maioria dos estudantes têm a noção da importância da coleta e como ela é realizada na cidade, e não a fazem". Mas Elizabeth afirma que as semanas de aprendizado foram muito importantes. "Acho que tudo passa pela educação, principalmente a questão de formação, da mudança de hábitos e de atitudes. Então, muitas coisas que eles aprendem na sala de aula, acabam levando para casa. E a praça, sendo um espaço aberto ao público, também fica de uma forma educativa e acessível para as pessoas que ali passaram, contribuindo na formação de todos", avalia.

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Alberto Moura, estagiário DCOM/UFLA

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