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SNCT 2018

Variações da língua portuguesa é tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

Escrito por Gláucia Mendes | Publicado: Sexta, 19 Outubro 2018 14:02 | Última Atualização: Sexta, 19 Outubro 2018 14:04 | Acessos: 1745
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Durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), a Universidade Federal de Lavras (UFLA) é palco de várias atividades que estimulam a curiosidade do público e promovem debates. Como o tema deste ano é “Ciência para a redução das desigualdades”, nada melhor do que discutir as variações do português brasileiro.

Para o professor Valter Pereira Romano, do Departamento de Estudos da Linguagem da UFLA, “a língua acaba sendo uma régua para medir as pessoas. Ela passa a ser um instrumento de exclusão social, que revela desigualdades”. Discutir as variações linguísticas é importante, pois nenhuma língua permanece a mesma em todo o seu domínio, ela apresenta um sem-número de diferenciações.

Mandioca, aipim ou macaxeira? Vários nomes para o mesmo alimento. Cada nome proveniente de uma região do Brasil. O Projeto Atlas Linguístico do Brasil (ALiB) e o conhecimento da realidade linguística brasileira foram temas de debate da mesa redonda, conduzida pelo professor Valter Romano e pela professora Raquel Márcia Fontes Martins, com a finalidade de discutir a diversificação do português brasileiro.

O ALiB é um projeto interinstitucional, criado em 1996. Oito universidades participam do projeto, entre elas a UFLA, representada pelo professor Valter. “Não é porque as pesquisas desta área não desenvolvem uma vacina ou um software, por exemplo, que não devemos considerar a Linguística uma ciência. Existe uma pesquisa por trás e o resultado material é aquilo que nos constitui como seres humanos: a linguagem”, diz Valter.

A mesa, aberta aos professores da rede de ensino de Lavras, procurou discutir como valorizar as diferentes formas do português dentro da sala de aula. Segundo o professor, “a partir do momento em que isso é discutido em sala de aula, o professor consegue trabalhar com essa diversidade sem silenciar o aluno”.

 

Laís Diniz, bolsista Dcom/Fapemig

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