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Astronomia

Evento da Física transforma as noites de sábado da UFLA em “Festa das Estrelas”

Escrito por Alberto Moura | Publicado: Terça, 23 Outubro 2018 16:52 | Última Atualização: Terça, 23 Outubro 2018 18:05 | Acessos: 1412

Olhar para o céu e tentar entender toda a complexidade do universo é uma atividade árdua e milenar. Povos indígenas de todo o mundo, até a sociedade contemporânea, buscam estudar os astros e as estrelas, seja a olho nu, seja por artefatos tecnológicos. É a partir dessa premissa que os professores do Departamento de Física da Instituição (DFI/UFLA) José Alberto Casto Nogales Vera e Karen Luz Burgoa Rosso propõem o projeto “Festa das Estrelas”.

O projeto de divulgação científica “A Magia da Física e do Universo: A Festa das Estrelas das Crianças - Astronomia Cultural” é um evento que acontece aos sábados, às 19h, no Museu de História Natural e na Casa das Pedras da UFLA. A programação, que iniciou em agosto e vai até dezembro, conta com um vasto estudo sobre o cosmos e integrou a programação da 15ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT).

No último sábado (20/10), os professores propuseram duas atividades pela SNCT, em dois momentos: pela manhã, na cidade de Nepomuceno; à noite, em Lavras.

 

O ensino da ciência levado fora da UFLA

Em Nepomuceno, neste ano, as atividades foram realizadas na Escola Projeto Curumim. Além de levar os experimentos de Física, como circuitos elétricos de baixo custo, os professores e estudantes do projeto “Magia da Física” mostraram para a comunidade que é possível copiar e reproduzir os projetos. De acordo com a professora Karen, o foco era o público infantil: “mostrar que, com esses materiais, as crianças podem desenvolver o conhecimento experimental de circuitos básicos, tais como circuitos em série e paralelo, além de entender como é o fluxo da corrente elétrica”.

Esteve presente na escola a secretária de Educação de Nepomuceno, Lívia de Souza Tanus Azarias, que participou da Feira de Ciências e ficou muito entusiasmada em poder desenvolver apresentações artísticas utilizando circuitos elétricos.

“A visita foi possível graças à Escola Projeto Curumim, que se movimentou em conjunto com a Secretaria de Educação de Nepomuceno para conseguir o transporte dos núcleos da UFLA que participaram”, afirma a professora Karen.

 

Atividade “em casa”

Como é de costume, o projeto “Magia da Física” teve encontro marcado na noite de sábado no Câmpus Histórico da UFLA. Após a contextualização histórica que é feita pelos professores, eles promoveram a observação do céu a olho nu e com telescópio.

Com o tema do último encontro “A triste história da Ema que foi mergulhar nas suas lágrimas”, o evento contou com a presença de novos frequentadores. Cinco crianças com cerca de seis anos, acompanhadas pelos pais, seguiram a programação proposta. Após a euforia com o novo conhecimento, pais e filhos assistiram à exposição da constelação da Ema e, em seguida, observaram a Lua através de um telescópio. 

Quem ficou sabendo do evento foi a técnica administrativa da UFLA que atua no Departamento de Agricultura (DAG), Ana Luiza Rufini, mãe da Maria Cecília, de 6 anos. A servidora recebeu um e-mail institucional sobre as atividades e, como a filha está estudando o conteúdo na escola, ela o enviou para os pais dos alunos em um grupo que eles possuem em um aplicativo de mensagens no celular. Todos se prontificaram a levar os filhos para a atividade. De acordo com Ana Luiza, as atividades foram muito interessantes e ela aprendeu coisas que não sabia. “Às vezes nossos filhos sabem mais do que a gente. Agora a gente fica atento para voltar quando houver outras atividades como essa”, afirma.

Outra participante era Graciele Cunha Guimarães, mãe da Luana, de 6 anos. Graciele afirma que é ótimo ver a feição da filha feliz, conferindo, na prática, o conteúdo que aprendeu na escola. Graciele também diz que valeu a pena sair de casa sábado à noite, com frio. “Vale sempre a pena! A gente aprendeu muita coisa e as crianças estão super felizes. Está sendo muito legal. Voltaremos mais vezes, com certeza!”, conclui.

 

Alberto Moura, bolsista UFLA/Fapemig

Fotos: Alberto Moura e Karen Luz Rosso

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