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Biotecnologia

Simpósio discute biotecnologias no combate às doenças de plantas

Publicado: Segunda, 12 Novembro 2018 13:34 | Última Atualização: Segunda, 12 Novembro 2018 13:43 | Acessos: 869

A estimativa é que a população mundial chegue a 10 bilhões de pessoas em 2050.  Aumentar a produção de alimentos é um dos principais desafios para nutrir tanta gente. A grande questão é: de que forma atingir essa meta? Diante desse cenário, as tecnologias aplicadas aos processos biológicos de plantas - mais conhecidas como biotecnologia - são mecanismos de combate de doenças que atacam o plantio das lavouras e debilitam as plantações. O tema é foco do XVIII Simpósio de Manejo de Doenças de Plantas. Organizado pelo Departamento de Fitopatologia (DPF) e o Núcleo de Estudos em Fitopatologia (NEFIT) da Universidade Federal de Lavras (UFLA), o evento acontece até  quarta-feira (14/11) no Salão de Convenções da instituição. 

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 Na segunda-feira (12/11), o Pró-reitor de Pesquisa da universidade,Teodorico de Castro Ramalho, abriu o evento ressaltando a importância do Brasil como referência em agricultura tropical e na implantação de novos sistemas de produção que são adotados em todo o mundo. 

Jorge TeodoroO professor do DPF Jorge Teodoro de Souza destacou o objetivo do simpósio de discutir sobre patógenos causadores de doenças em plantas, resistência da cultura aos fungicidas, construção de plantas transgênicas, produtos que podem ser gerados pela biodiversidade brasileira, entre outros temas de relevância para a área. Também compôs a mesa de abertura o chefe do DFP, professor Eduardo Alves, e a coordenadora geral do Nefit, Yasmim Figueiredo. 

 Na ocasião, o palestrante e professor da Universidade da Califórnia (UC Davis), nos Estados Unidos, Ioannis Stergiopoulos, destacou os desafios da agricultura para atender a crescente demanda por ração, combustível e alimentos. "Em 2020, um hectare será necessário para alimentar cinco pessoas, quando em 1960 ele era suficiente para alimentar apenas dois", ressaltou. O especialista explicou o funcionamento do sistema de imunidade das plantas, por meio de suas diferentes linhas de defesa, ao interagir com o patógeno.  Ionannis

Já a professora da Universidade Federal do Paraná, Louise Larissa May de Mio, abordou os desafios no combate à doença foliar que mais ataca a cultura da soja no Brasil: a ferrugem-asiática da soja, causada pelo patôgeno Phakopsora pachyrhizi. Resistente a fungicidas, a doença pode causar danos de até 80% da produção quando medidas de controle não são aplicadas. Em estágios avançados da doença, ocorre a desfolha precoce, impedindo a formação e enchimento de grãos. "Os fungicidas multissítios (ferramenta de combate à resistância da doença já na primeira aplicação) têm sido incorporados ao manejo na tentativa de garantir um controle mais eficiente", afirmou.  

A programação do simpósio conta com palestras, apresentação de pôster e minicursos. Com a participação de pesquisadores de universidade de todo o país e do exterior, é aberto a estudantes e profissionais interessados. 

Sobre o Nefit 

Yasmin Freitas

 O Nefit é um Núcleo de Estudos da área de Fitopatologia, fundado no ano de 2000, por docentes e discentes do curso de pós-graduação em Fitopatologia da UFLA. Desde sua criação, o Núcleo organiza o Simpósio de Manejo de Doenças de Plantas, com o intuito de trazer temas relevantes das diferentes áreas da fitopatologia. 

 

 

 

 

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