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UFLA NA COMUNIDADE

Curso de extensão da UFLA ensina professores a construir microscópios com caixa de leite

Escrito por Pollyana Reis Dias | Publicado: Quinta, 27 Agosto 2020 11:08 | Última Atualização: Quinta, 27 Agosto 2020 11:32 | Acessos: 548

Karen minO ensino remoto virou a única opção durante o afastamento social causado pela pandemia do novo coronavírus. Criou a urgência do professor elaborar aulas interativas e uma didática que mantenha a concentração e garanta o aprendizado do estudante. Para ajudar na formação dos educadores do Projeto Curumim, da rede municipal de ensino de Nepomuceno, a professora do Departamento de Física e da Pós-graduação em educação cientifica e ambiental Universidade Federal de Lavras (DFI/UFLA) Karen Rosso aproveitou o período para ensinar professoras a construírem versões diferentes de microscópios caseiros.

No curso de extensão chamado “Microscópio caseiro e sua relevância para uma educação cientifica, ambiental e inclusiva”, as professoras aprenderam a ciência por trás do microscópio: a história da descoberta e uso do aparelho, fenômenos ondulatórios da luz e formação de imagem.

 É possível reproduzir esses fenômenos com materiais usados no dia a dia, como embalagens de caixa de leite, copo de vidro, pote de álcool em gel. A ideia é simular o efeito de um microscópio. O que antes ia para o lixo virou técnica de reflexão de luz e lente de aumento. E ele funciona! Uma das professoras, por exemplo, usou a novidade para checar, em escala microscópica, os efeitos de uma maçã em decomposição.     

Karen Rosso explica que a intenção do curso é levar a ciência para o cotidiano das pessoas, sobretudo como ferramenta de ensino para as crianças. “O microscópio é uma combinação de lentes. Com materiais caseiros dá para criar um laboratório de ótica possível de abrir um universo microscópico para as crianças. Para isso, é preciso a ferramenta específica e a curiosidade pela exploração científica, que se torna uma realidade na educação pública se tiver meios alternativos para isso”, defende.        

 

 

Formação

Microscopio 1Além da versão caseira do microscópio, as professoras elaboraram um caderno de investigação depois de oito encontros virtuais. É consenso entre as professoras que o curso abriu novas perspectivas em sala de aula, com 120 estudantes do ensino fundamental, de três a doze anos de idade.    

 “A construção do aparelho foi desafiadora, difícil no primeiro momento, porém  muito prazerosa no final. Aproveitarei seu aspecto lúdico com as crianças”, adianta a professora Maria Pedroso.  Já a professora Clara Pereira disse se sentir mais preparada teoricamente. “Não temos a oportunidade de estudar sobre o assunto na pedagogia e nem nos cursos de magistério. Agora é colocar em prática na sala de aula”, disse. Quem também aprovou a iniciativa foi a professora de Educação Física, Rafaela Costa.  “No dia a dia, não prestamos atenção nos reflexos e nas luzes. Ainda estudo como aproveitar o microscópio na minha disciplina”, conta. “A grande surpresa para mim foi ver a formação e dispersão das cores e da luz com detalhes”, comemorou a professora Sônia Eurico.

 

Detalhes de borboleta revelados pelo microscópio

Parceria

Curiosidade pela ciência é o que as crianças do projeto Curumim têm de sobra. Tanto é que cursos de extensão promovidos pelo DFI da UFLA voltados para o ensino da astronomia, em parceria com a escola, ocorrem desde 2018. “Procurei a professora Karen quando surgiu o interesse de algumas crianças em chegar à Lua. Eles estavam bastante envolvidos no estudo do sistema solar e do universo. Abraçamos as aulas com todo o carinho, como suporte técnico para ingressarmos na Olimpíada Brasileira de Astronomia”, conta a supervisora pedagógica do Projeto Curumim em Nepomuceno, Dulcineia Ribeiro.

As aulas remotas e presenciais, com alunos e professores, já renderam noite de observação dos astros, feiras de ciência e apoio para aulas criativas de astronomia.       

 

Reportagem: Pollyanna Dias, jornalista- bolsista 

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