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Maternidade e Ciência

Professoras da UFLA são selecionadas como embaixadoras do Parent in Science

Escrito por Pollyana Reis Dias | Publicado: Quarta, 02 Dezembro 2020 09:27 | Última Atualização: Quarta, 02 Dezembro 2020 09:27 | Acessos: 522
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Duas professoras do Instituto de Ciências Exatas da Universidade Federal de Lavras (ICE/UFLA) foram selecionadas como embaixadoras do movimento Parent in Science: Amanda Castro e Evelise Freire. Ambas são mães e, agora, passam a integrar o grupo de cientistas de todo o Brasil com a missão de incentivar o debate e propor coletivamente melhorias para mulheres e homens que passaram a viver o desafio da maternidade e da paternidade no universo da ciência. 

A pesquisadora Fernanda Staniscuaski, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, criou o Parent in Science em 2016. Nos últimos quatro anos, o movimento expandiu sua abrangência em território nacional. Saltou para 18 cientistas coordenadores e 73 cientistas embaixadores de instituições de pesquisa em todo o País. Além de promover palestras em diversas cidades sobre maternidade e desigualdade de gênero, as cientistas inovaram. Com uma equipe de pesquisadoras de várias áreas, elas foram pioneiras na coleta de dados nacionais sobre os impactos da chegada dos filhos na vida acadêmica e na produção científica de mulheres e homens. Para isso, entrevistaram cinco mil pesquisadores só no primeiro estudo. Entre as principais conquistas do movimento estão o incentivo à elaboração de editais de financiamentos que considerem os períodos de licença-maternidade na análise de currículos. WhatsApp Image 2020 11 27 at 12.54.54

A ideia da criação do programa de embaixadores surgiu da necessidade de fomentar políticas públicas nacionais e incentivar iniciativas locais, que considerem  a parentalidade no desenvolvimento da carreira científica. A inscrição, entrevista e seleção dos membros, entre pesquisadores, extensionistas, e professores, começou no ano passado. “Fui selecionada como embaixadora com o compromisso de tratar de uma questão tabu, fomentar a rede de apoio e solidariedade aos pais e, principalmente, mães na ciência no ambiente da UFLA”, recorda Amanda Castro, que voluntariamente já divulgava as ações do Parent in Science.

Evelise Freire conta que o movimento visa tornar o ambiente científico menos hostil para futuros pais e mães que assumem a carreira acadêmica. “Acompanhamos o movimento há quatro anos, até surgir a oportunidade de nos tornarmos embaixadoras, em meio a uma mistura de ansiedade, vontade de ver mudanças e trabalhar por elas. Políticas públicas podem ter impactos profundos na condução de um país mais justo. É preciso ficar claro que maternidade não exclui o trabalho científico”, afirma. 

Diversidade

A professora Amanda Castro aponta que melhorar as condições de trabalho das pesquisadoras que são mães exige agregar mais diversidade no ambiente acadêmico. “O papel central da universidade é provocar mudanças na sociedade. Não podemos perder o fio da história. Precisamos apresentar ações, mostrar que é possível ser mãe e cientista, mãe e trabalhadora, mãe e presidente de uma grande empresa privada, sem explorar, sem demitir ou terceirizar”, disse. E questiona: “O que queremos para daqui a 20 e 30 anos? Se queremos mais crianças na ciência, não podemos excluí-las desde o nascimento. Podemos ter congressos científicos com espaços para elas e, assim, garantir a participação de seus pais pesquisadores”, disse.

Elas lembram que é comum mulheres, desde a graduação, terem medo de uma possível gravidez atrapalhar a vida profissional e acadêmica. “O resultado é a maternidade tardia ou a escolha por não ter filhos, devido à falta de condições de trabalho e preconceito”, informa Evelise. 

As bandeiras do movimento englobam criar ambientes infantis em congressos nacionais e internacionais; vínculos com cuidadores e creches nos locais onde ocorrem os eventos científicos, para que mães e pais consigam participar deles ao ter um ambiente seguro para deixar os seus filhos; licença maternidade sem constrangimentos para pesquisadoras; redes de apoio e ambientes de discussão sobre a parentalidade e a ciência; flexibilização de prazos e horários de trabalho e reuniões; editais que contemplem o impacto da maternidade na apreciação do currículo do pesquisador, entre outros.

Conheça mais no site do Parent in Science

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