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UFLA NA COMUNIDADE

Estudantes da rede municipal de Lavras participam de projeto de extensão da UFLA

Escrito por Comunicação UFLA | Publicado: Sexta, 24 Junho 2022 08:29 | Última Atualização: Segunda, 27 Junho 2022 14:38 | Acessos: 850

Adolescentes aprendem sobre manejo e plantio de hortaliças que são utilizadas nas refeições escolares e vendidas à comunidade

integrantes do projeto assistem à explicação de técnica da UFLA

 Desenvolver nos alunos do ensino fundamental de escolas públicas a compreensão da agricultura familiar e o conhecimento de técnicas de cultivo relacionadas ao desenvolvimento sustentável são alguns dos objetivos do projeto de extensão “Implantação de horta educacional infantil na UFLA: Plantando sementes para a Educação Ambiental”, vinculado ao Departamento de Agricultura (DAG) da Escola de Ciências Agrárias (ESAL) da Universidade Federal de Lavras (UFLA). O projeto é registrado na Pró-reitoria de Extensão e Cultura (PROEC)

Esta semana, a primeira turma de alunos do 9º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Francisco Sales, de Lavras, visitou o câmpus universitário e teve práticas de cultivo de diversos tipos de hortaliças (frutos, folhosas, tuberosas e inflorescências), no Setor de Olericultura da UFLA.

De acordo com o vice-reitor e coordenador do projeto, professor Valter Carvalho de Andrade Júnior, do DAG/ESAL o projeto já era para ter iniciado em 2020, porém, em razão da pandemia, não foi possível desenvolver as atividades previstas. “ Nós vamos até a escola e trazemos esses alunos para a UFLA também. Uma vez na semana, durante um mês e meio, eles participam de diversas atividades no setor de Olericultura da UFLA”.

A Escola Municipal Francisco Sales é a primeira a integrar o projeto. Segundo a diretora, Claudia Regina Marques Santos, retomar a horta escolar era uma meta. “Temos muitos parceiros, como a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater), a Secretaria de Meio Ambiente e agora a UFLA. Hoje, a escola já está em produção, atendemos a escola e a comunidade com a venda da primeira colheita. Os alunos fazem tudo: limpam a horta, plantam, cuidam, vendem, fazem a contabilização”, explica.Projeto de Extensão

O projeto da horta escolar envolve os docentes do Setor de Olericultura da UFLA, estudantes de graduação, do Núcleo de Estudos em Olericultura (NEO), de pós-graduação, além dos professores e da direção da escola municipal. Ao todo, cerca de 90 adolescentes participam. “São turmas de 9º ano, cada turma de 30 alunos é dividida e cada grupo realiza uma atividade aqui no câmpus, como a compostagem realizada com resíduos que podem vir da própria cozinha da escola, a propagação e semeadura em bandeja, o plantio direto e a produção de mudas. Aqui, eles aprendem e depois um estudante bolsista do projeto faz esse acompanhamento com eles na escola onde a horta já está implantada”, explica o professor do DAG/Esal, Cleiton Lourenço de Oliveira.

Com um único cultivo realizado pelos alunos na escola, já foram arrecadados R$ 500,00, que serão utilizados na formatura das turmas no final do ano. O aluno Vitor Hugo de Andrade Santiago, de14 anos, relata a satisfação de participar do projeto. “ Eu achei interessante o projeto, é mais um conhecimento para mim, que eu ainda posso levar para minha família”, diz.

O professor Valter ainda esclarece que o objetivo do projeto não é somente dar uma capacitação aos adolescentes, mas também trazer os alunos de escolas públicas para dentro da UFLA, para que eles possam conhecer a universidade e entender que se trata de uma instituição pública na qual eles poderão estudar no futuro. “60% dos estudantes da UFLA vieram de escolas públicas e queremos mostrar que isso é possível para todos, uma educação de qualidade e gratuita”.

A previsão é de que as hortaliças e temperos produzidos no câmpus durante o projeto sejam vendidas para a comunidade universitária. “Em breve, teremos uma banca educativa no Centro de Convivência, em que cada pessoa poderá pegar o produto e realizar o pagamento. O recurso será destinado ao projeto, que será autossustentável”, finaliza Valter.