Departamento de física da UFLA realiza ações integradas à COP 15
A Universidade Federal de Lavras (UFLA) realizará, nos dias 16 e 23 de março, duas atividades articuladas à 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias (COP15), que será realizada de 23 a 29 de março de 2026, em Campo Grande, no estado de Mato Grosso do Sul.
As ações ocorrerão por meio do Departamento de Física, do Museu de História Natural e da Casa da Magia da Ciência. O objetivo é promover a integração entre ciência contemporânea, educação ambiental e saberes tradicionais, fortalecendo o diálogo entre a comunidade acadêmica, as escolas e a sociedade civil.
“A COP15 trata da conservação de espécies migratórias, que dependem de diferentes países, grupos sociais e comunidades locais. O fato de o Brasil sediar a COP15 é especialmente significativo, pois o país abriga importantes rotas migratórias e biomas de relevância mundial. Sediar o evento coloca o Brasil no centro do debate internacional sobre biodiversidade, educação científica e ambiental e proteção dos ecossistemas”, explica a professora e coordenadora da iniciativa, Karen Luz Burgoa Rosso.
No dia 16 de março será realizada a palestra “Quando a Terra se inclina, a vida se move: migração, céu e sentidos do tempo”. A atividade articula ciência contemporânea, ao discutir os fenômenos da Terra a partir de sua movimentação (como os solstícios e os equinócios); saberes tradicionais, ao incorporar a astronomia cultural indígena; e educação ambiental, ao buscar sensibilizar a comunidade acadêmica e o público em geral para os temas da conservação da biodiversidade e das espécies migratórias.
A segunda atividade será uma oficina, realizada em paralelo com o projeto de extensão “Festa nas Estrelas”. Haverá uma discussão sobre as perspectivas de cosmologia e cosmovisão, abordando os diferentes modos de compreender o universo (científicos e culturais). Na sequência, ocorrerá observação astronômica, que possibilitará o reconhecimento de elementos do céu noturno do hemisfério sul.
“A física e a astronomia permitem compreender os ciclos que estruturam o tempo da vida na Terra. Ao entendermos a inclinação do eixo terrestre, a rotação e a translação do planeta, compreendemos também as condições que influenciam os deslocamentos das espécies. Por meio de simuladores do céu, como o Stellarium, e de observações astronômicas realizadas em Lavras, tornamos visíveis as mudanças sazonais ao longo do ano”, complementa a docente.
A atividade é aberta à população em geral e à comunidade acadêmica da UFLA, com o objetivo de promover uma experiência educativa, sensível e culturalmente situada, fortalecendo o diálogo entre ciência, cultura e conservação ambiental. O evento confere certificado àqueles que realizarem inscrição prévia no SIG.
O evento ocorrerá de forma híbrida. No dia 16 de março, a palestra será realizada na Casa da Magia da Ciência (campus histórico da UFLA), e, no dia 23 de março, a oficina ocorrerá no Pavilhão 1 (campus da UFLA). Em ambos os dias, haverá transmissão ao vivo no canal do YouTube do projeto Magia da Física, disponível neste link.


