VI Simpósio Brasileiro de Doenças Negligenciadas discutirá educação ambiental, doenças infecciosas e parasitárias
A Universidade Federal de Lavras (UFLA) sediará, entre os dias 19 e 23 de maio, a sexta edição do Simpósio Brasileiro de Doenças Negligenciadas (VI SBDN) e a segunda edição do World Symposium on Neglected Diseases (II WSND). O evento reúne pesquisadores, gestores públicos, representantes de instituições de pesquisa, universidades e sociedades científicas para discutir questões de saúde pública com base em demandas regionais.
Entre os assuntos abordados pelo SBDN em 2026 estarão o aumento expressivo de casos de dengue, que está ganhando projeção global, tuberculose, leishmanioses, doença de Chagas, esporotricose, educação em saúde e hanseníase. De acordo com a presidente do simpósio e professora da Faculdade de Ciências da Saúde, Joziana Muniz de Paiva Barcante, o objetivo do evento é ultrapassar o caráter acadêmico, ao articular ciência, gestão pública e sociedade em torno de desafios que afetam, sobretudo, populações em situação de vulnerabilidade.
O evento contará com minicursos, conferências e workshops. Durante a abertura e o encerramento, haverá ações voltadas para toda a população e para escolas interessadas. No dia 19, acontece o “Ciência na Praça”, das 8h às 18h, na Praça Dr. Augusto Silva, com exposição de coleções biológicas e de trabalhos de diversas instituições. Já no dia 23, haverá um encontro entre profissionais da área e pessoas que convivem com doenças negligenciadas.
“Será um espaço de interação direta entre pesquisadores e a população, promovendo ciência acessível e troca de saberes. Nesse sentido, também será realizada uma roda de conversa reunindo profissionais da saúde e pessoas que vivenciam enfermidades como doença de Chagas, hanseníase e filariose linfática. Acreditamos que fazer ciência vai além dos laboratórios”, explica a docente.
O simpósio visa promover a saúde e o bem-estar por meio de uma abordagem integral, alinhada aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). A primeira edição, em 2014, contribuiu para a implantação do programa de controle das leishmanioses em Lavras, posteriormente expandido para outros municípios do sul de Minas Em outras edições, os debates impulsionaram ações relacionadas à hanseníase em Muzambinho.
Além disso, o evento promove a capacitação de profissionais do município e recebe instituições nacionais e internacionais, como o Instituto Butantan, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a London School of Tropical Medicine and Hygiene e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Compõem a organização do evento as professoras Yuly Andrea Caicedo Blanco, da Universidad Cooperativa de Colombia, e Raquel Aparecida Ferreira, da Fiocruz Minas.
“É essencial ouvir, compreender e dialogar com aqueles que são diretamente impactados pelos nossos objetos de pesquisa, garantindo uma abordagem mais humana, ética e comprometida com a transformação social”, reforça a docente. Profissionais da saúde e da educação serão isentos da taxa de inscrição.
Estudantes em situação de vulnerabilidade social, profissionais de saúde e da educação estão isentos. Dúvidas e outras informações sobre o SBDN estão disponíveis no site do simpósio, que você pode conferir por meio deste link. As escolas que desejam participar do “Ciência na Praça” podem se inscrever por meio de formulário eletrônico.


