Pint of Science estreia com bares lotados em São Sebastião do Paraíso
Pela primeira vez, São Sebastião do Paraíso recebeu uma edição do festival internacional Pint of Science, iniciativa de divulgação científica que busca aproximar pesquisadores e sociedade em ambientes informais. Realizado nos dias 19 e 20 de maio, o evento promoveu debates em bares da cidade sobre Inteligência Artificial, reputação digital, Web3, Matemática e transformações digitais.
Em São Sebastião do Paraíso, o festival foi realizado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) em parceria com a Faculdade Libertas, a Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Serviços de São Sebastião do Paraíso e a Prefeitura Municipal de São Sebastião do Paraíso. A programação ocorreu no Quiosque Bar e no Casarão Bistrô Bar, reunindo pesquisadores, estudantes e público da cidade.
A programação reuniu palestras sobre diferentes áreas ligadas à tecnologia e inovação. Na primeira noite, a professora Ana Kárila apresentou possibilidades de aplicação da Inteligência Artificial em ideias, negócios e soluções, enquanto o professor Dione Andrade Lara abordou formas de interpretar o mundo por meio da Matemática. Já no segundo dia, o professor Lucas Bruzzone falou sobre reputação digital, riscos e oportunidades relacionados à Inteligência Artificial, e o professor Neumar Costa Malheiros levou discussões sobre Web3, blockchain e descentralização.
Entre os participantes da primeira noite, Inara Francisca destacou o formato mais acessível das apresentações. “O Pint of Science trouxe para um ambiente muito descontraído um assunto que, às vezes, fica mais restrito ao setor acadêmico. Isso aproxima bastante o público, porque a gente acaba ouvindo os professores e pesquisadores de uma forma mais leve e acessível”, avaliou.
Para o professor Lucas Bruzzone, que participou como palestrante na segunda noite do festival, o principal diferencial do Pint of Science é justamente aproximar discussões tecnológicas do público em geral. “O mais interessante é justamente essa proposta de trazer discussões sobre tecnologia para um ambiente mais leve, como um bar, deixando tudo mais democrático e acessível. Isso acaba aproximando pessoas que muitas vezes têm receio ou outras questões relacionadas a essa área e que talvez não participariam em um formato mais tradicional”, afirmou.
A percepção de aproximação entre ciência e sociedade também apareceu entre os participantes. José Romão Franca, que acompanhou a programação da segunda noite, destacou a linguagem acessível adotada pelos pesquisadores. “Os profissionais e pesquisadores vieram conversar com a gente de uma forma bem descontraída, apresentando algumas pesquisas que estão desenvolvendo e mostrando a importância delas do ponto de vista social”, comentou. Segundo ele, iniciativas como o Pint of Science ajudam a transformar conteúdos acadêmicos em discussões mais próximas do cotidiano da população.
O professor Neumar Costa Malheiros, também palestrante da segunda noite, ressaltou a importância de criar espaços de diálogo fora do ambiente acadêmico tradicional. “Permite que as pessoas conheçam melhor as inovações que estão sendo geradas na universidade e como isso impacta diretamente a sociedade. Eventos como esse ajudam a diminuir a distância que às vezes existe entre o mundo acadêmico e a população em geral”, ressaltou.
Responsável pela organização local do evento, o professor Leonilson Kiyoshi Sato de Herval avaliou positivamente a participação do público nas duas noites do festival. O primeiro dia reuniu cerca de 80 pessoas, enquanto a segunda noite contou com aproximadamente 150 participantes. “A ideia do Pint of Science é levar a ciência para a sociedade. Foi um sucesso para nós, mais do que esperávamos. Conseguimos levar a ciência para os bares, para a população, e mostrar qual é o poder da ciência no Brasil”, destacou.
Colaboração/cobertura do evento: Julia Vitória Valentim Gomes da Silva/bolsista Proat São Sebastião do Paraíso
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