Estudantes da UFLA conquistam premiações em competição do setor de energia nuclear
Três discentes do curso de Engenharia Física da Universidade Federal de Lavras (UFLA) compuseram equipes premiadas durante a etapa nacional do Global HackAtom 2026, realizada no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) da Universidade de São Paulo (USP), nos dias 21 e 22 de maio. As estudantes Emelca de Jesus Amorim Teles, Ariel Porto e Amanda Avelino conquistaram 2º e 3º lugares na competição participando de equipes distintas e previamente definidas, compostas também por profissionais e estudantes de outras instituições.
O Global HackAtom é uma maratona de 24 horas, em que equipes multidisciplinares de diversas instituições desenvolvem soluções inovadoras para desafios reais do setor nuclear, abrangendo áreas como energia, medicina e tecnologia. A competição, que também possui etapa internacional, é organizada pela Rosatom, empresa estatal russa do setor de energia nuclear.
A Equipe Sambatom, da qual participou a estudante da UFLA Emelca, propôs a instalação de Pequenos Reatores Modulares (SMRs) em pontos estratégicos do litoral brasileiro para suprir a crescente demanda energética de data centers costeiros. A equipe ficou a apenas um ponto da primeira colocação. Para a discente, representar a Universidade é um momento de felicidade. “Acredito que a base ofertada pela UFLA é capaz de nos levar a lugares que jamais imaginaríamos alcançar”, destacou.
Já a Equipe Fusion, da qual participaram Ariel e Amanda, desenvolveu um projeto voltado à produção de radioisótopos para tratamento de câncer utilizando Reatores de Sal Fundido (MSRs), conquistando o 3º lugar na competição. Segundo Ariel, a representação do curso de Engenharia Física em meio ao ambiente de energias nucleares abriu mais uma possibilidade de atuação na área. Já Amanda reforçou que, além de uma experiência desafiadora, o evento gerou enriquecimento para o mercado de trabalho durante as atividades. “Além do aprendizado técnico, o hackathon também me ajudou a desenvolver habilidades como comunicação, criatividade e trabalho sob pressão.”
A etapa nacional teve acompanhamento de professores da USP e representantes internacionais ligados ao setor nuclear, incluindo docentes do Obninsk Institute for Nuclear Power Engineering (MEPhI), da Rússia.
Confira mais informações sobre as equipes:
2º lugar - Equipe Sambatom: A equipe propôs a instalação de Pequenos Reatores Modulares (SMRs) em pontos estratégicos do litoral brasileiro para suprir a crescente demanda energética de data centers costeiros. A proposta integrou, simultaneamente, um sistema de dessalinização da água do mar por osmose reversa, alimentado pela mesma fonte de energia. A solução também incluiu um software com inteligência artificial para auxiliar na escolha e na operação dos SMRs, a partir de múltiplos parâmetros técnicos e ambientais.
Integrantes:
- Emelca de Jesus Amorim Teles - Universidade Federal de Lavras (UFLA)
- Larissa de Sá - Instituto Militar de Engenharia (IME)
- Verenna Sant’Anna - Instituto Militar de Engenharia (IME)
- Matheus Perotti - Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP)
- Cesar Granada - Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen)
- Alessandra Vaz - Instituto Militar de Engenharia (IME)
3º lugar - Equipe Fusion: A equipe desenvolveu um projeto voltado à produção de radioisótopos para tratamento de câncer utilizando Reatores de Sal Fundido (MSRs). O projeto incluiu uma análise de dados para identificar localizações estratégicas no território brasileiro para a instalação das unidades, visando à distribuição eficiente dos radioisótopos em âmbito nacional.
Integrantes:
- Ariel Porto - Universidade Federal de Lavras (UFLA)
- Amanda Avelino - Universidade Federal de Lavras (UFLA)
- Miguel Magalhães - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
- Lucas Sales - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
- Pedro Falbo - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
- Fernando Soares - Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN)


