UFLA participa do Fonaprace e contribui com debate sobre uso do CadÚnico na assistência estudantil
A Universidade Federal de Lavras (UFLA) participou da 79ª Reunião Plenária do Fórum Nacional de Pró-Reitores(as) de Assuntos Estudantis (Fonaprace), realizada entre os dias 9 e 11 de junho, na sede da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em Brasília (DF). Representaram a Instituição o pró-reitor de Apoio à Permanência Estudantil (Prape), Rossano Botelho, e o coordenador de Apoio à Gestão (Cage), Warlley Ferreira Sahb, que integrou a programação oficial do encontro como palestrante.
Warlley representou o Grupo de Trabalho 4 (GT4) do Observatório de Políticas de Assistência Estudantil (OPAE), responsável pela elaboração de um estudo nacional sobre a utilização do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nas Instituições Federais de Ensino Superior (IFES). O GT4 é formado por representantes de diversas instituições federais, entre elas a UFLA. Na apresentação, o grupo contou com a presença do coordenador-geral de apoio à Integração de Ações do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Rafael Andrade.
O relatório apresentado no Fonaprace reúne informações de 45 instituições federais de ensino superior, correspondendo a 63,4% de participação nacional na pesquisa, e analisa o cenário atual de adoção do CadÚnico, seus desafios operacionais e possibilidades de aprimoramento das políticas de assistência estudantil.
Entre os resultados, o estudo aponta que 64,4% das IFES participantes utilizam o CadÚnico em seus processos de assistência estudantil. Ao mesmo tempo, evidencia que a maior parte dessas instituições continua exigindo documentação complementar para validar as informações prestadas, indicando que o cadastro funciona como um importante instrumento de apoio, mas não substitui integralmente a análise socioeconômica realizada pelas equipes técnicas.
Com base nesse diagnóstico, o grupo de trabalho defende um modelo híbrido para a assistência estudantil. A proposta prevê o uso do CadÚnico como mecanismo inicial de triagem e agilidade administrativa, aliado à verificação documental e à análise qualitativa dos casos que demandam maior aprofundamento, buscando conciliar eficiência na gestão e segurança na identificação das situações de vulnerabilidade social.


