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PROGRAMAÇÃO APOSENTADOS 2020

Saiba como alguns aposentados da UFLA avaliam a vida pós-aposentadoria

Escrito por Ana Eliza Alvim | Publicado: Segunda, 21 Setembro 2020 08:30 | Última Atualização: Segunda, 21 Setembro 2020 16:25 | Acessos: 308
Sônia (à direita) praticando ciclismo na companhia da filha.

Sônia Castejon Branco Alves Abrahão, aposentada em 2016

A caminhada de Sônia na UFLA começou em 1992, na então Copese, hoje Coordenadoria de Ingressos e Processos Seletivos. Lá ela ficou por apenas um mês, para na sequência ingressar no então Departamento de Pessoal, no setor de Pagamentos, hoje denominado Pró-Reitoria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (PRGDP).

Ela relata que a rotina no setor de Pagamentos não era de dias fáceis, exigindo trabalho aos fins de semana e feriados. Ainda assim, diz se lembrar com carinho desse tempo, e sentir saudades, porque tudo era feito com muito prazer. "Sinto muitas saudades também das festas que organizava", lembrando-se dos bons mometos.

Sônia diz que a adaptação à vida de aposentada foi tranquila. “Nós temos que estar preparados para as diversas fases da vida, e aproveitar cada momento, porque em todos eles ocorrem aprendizados importantes”.

Sônia relata que sempre gostou de praticar esportes e passou a se dedicar a caminhadas e passeios de bicicletas, especialmente em grupo. “Isso significa mais amizades, e mais gosto

Sônia também confecciona produtos com materiais recicláveis e faz croché.

pela vida”. Outra atividade abraçada por Sônia desde antes de se aposentar é o trabalho voluntário, auxiliando na reforma de casas de pessoas necessitadas. “É um trabalho muito gratificante, e muitos me ajudam a ajudar!”

E ela não para por aí... dedica-se também ao artesanato, que identifica como “atividades muito agradáveis”. Ela confecciona produtos com materiais recicláveis e faz croché em fio de malha.

“Eu sugiro, aos que estão próximos desse momento da aposentadoria, que procurem fazer algo de que gostem. Com o tempo você irá se surpreender com o que é capaz e produzir”.

 

Eleci encontrou satisfação nas atividades do sítio.

Eleci Pereira, aposentado em 2019

Eleci desenvolveu toda a sua carreira na UFLA, mais de 40 anos, em um único setor: o de Piscicultura, no Departamento de Zootecnia (DZO), onde atou como auxiliar de veterinária e zootecnia. “Lá fiz muitos amigos entre alunos e professores”, diz. Ele relata sentir muitas saudades da rotina antiga, de ir para o trabalho. “Sinto muitas saudades da UFLA,  principalmente do meu trabalho em equipe e de trabalhar com os alunos.”

Ele conta que, no início do período de aposentado, foi um pouco difícil a adaptação. “Foi um pouco ruim, porque aquele ritmo que eu tinha de trabalho havia acabado, e direto eu sonhava  que estava trabalhando na UFLA, mexendo com os peixes”. Mas logo Eleci se acostumou. “Agora minha vida está ótima, estou  me dedicando às atividades no sítio. Cuido das criações como galinhas e bezerros, cuido das plantações e agora também me dedico mais à minha família. Tenho também satisfação e mais tranquilidade para passear com meu cão todos os dias.”

Para quem está próximo do período de aposentadoria, Eleci deixa mensagem de otimismo. “A nossa jornada já foi cumprida e agora temos que deixar o lugar para os mais jovens. A aposentadora é um momento de renovação na vida da gente. É preciso se adaptar a uma nova rotina e buscar atividade que nos fazem bem e se reinventar”.

 

 

Mariza Alvarenga Mesquita, aposentada em 2012 

Mariza em atividade on-line de um grupo de estudos do qual participa.

Mariza ingressou na Escola Superior de Agricultura de Lavras (ESAL), em 1976, como secretária de um Projeto chamado Prodeca, destinado ao desenvolvimento e capacitação de docentes. No ano seguinte, além de atuar no Programa, dividia a jornada com atividades do Setor de Patrimônio, onde permaneceu por oito anos.

Em 1985 foi trabalhar na recém-fundada Coordenadoria de Extensão, onde atuou até 2000; a partir daí passou a integrar a Assessoria de Comunicação da UFLA, gerenciando as áreas de TV, Rádio e Jornal impresso por 12 anos.

A aposentadoria foi em 2012. Planejou o momento da aposentadoria e programou-se para evitar dificuldades financeiras. Antes mesmo de se aposentar, Mariza dedicava-se a atividades voluntárias. Para ela, “as pessoas que passam a vida somente no trabalho, não vislumbrando outros horizontes, deixando de fazer atividades diferentes, certamente têm mais dificuldades com suas aposentadorias”. Mariza, no entanto, avalia com satisfação a vida após a aposentadoria, e se sente em alta capacidade produtiva: “É ótima! Fazendo coisas que não conseguia fazer quando estava trabalhando”.

Um lema que traz consigo e compartilha é a frase de Betinho “Fazer bem ao outros somos nós fazendo o bem a nós mesmos”.

A reflexão que deixa aos colegas:

Neste momento da vida, o mais importante é termos disciplina e valorizarmos o trabalho voluntário que vamos realizar, tão importante para a nossa realização pessoal. Importante também é dividirmos o tempo livre com outras atividades e trabalhar os nossos desapegos materiais.

O maior aprendizado deste momento é estarmos abertos para o novo. Se nos fecharmos para o que a vida nos oferece, certamente a aposentadoria nos trará mais problemas que realizações.

Nada é nosso aqui na Terra, a não ser as boas obras, o bem no coração. Precisamos aprender que não somos, estamos.

Todos os momentos vividos por nós são para aprendermos a fazer diferente, o que nem sempre conseguimos, pois gostamos do comodismo. Não gostamos de sair de nossa área de conforto.

Cada um precisa saber que a sua vida é o reflexo do seu mundo interior. Por isso precisamos tirar os óculos da dor e colocarmos os que nos deixam enxergar a luz; todos nós somos capazes disso.

Professor Fábio Cartaxo dedica-se à reflexologia.

Fábio Pereira Cartaxo, aposentado em 1997

Fábio começou sua história da ESAL ainda como estudante. Formou-se na graduação em 1955. Quatro anos depois foi contratado como professor do Departamento de Agricultura. Foi eleito vice-diretor da ESAL e posteriormente nomeado diretor, cargo que ocupou de 1971 a 1975.

Ele relata sentir saudades de colaborar com os vários setores da administração, mas a reflexologia ajudou-o muito na adaptação à vida de aposentado. Até hoje mantém uma rotina fazendo massagens em seus clientes. Ele reforça a orientação a quem vai se aposentar: “É preciso se programar, fazendo algo útil e que lhe dê satisfação. O trabalho é a melhor diversão”.

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