AVCB marca a conclusão da última etapa para o funcionamento pleno do IpêTech Lavras
A liberação do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) marca a conclusão da última etapa do processo de regularização para o funcionamento pleno do Parque Tecnológico IpêTech Lavras, da Universidade Federal de Lavras (UFLA). Com a emissão do documento, o espaço passa a reunir todas as condições formais necessárias, reforçando a segurança das pessoas, das equipes e das estruturas, além de ampliar o ambiente dedicado à inovação, à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico.
O diretor do Parque Tecnológico da UFLA, professor Antonio Chalfun Junior, sintetiza a proposta do IpêTech ao afirmar que “não é onde os olhos alcançam; é onde a mente leva”. Segundo ele, o empreendimento se configura como um ambiente de integração entre universidade, empresas e sociedade, com foco no estímulo à inovação.
Com a conclusão do processo e o funcionamento pleno da estrutura, a UFLA fortalece um ambiente permanente de inovação, apto a receber, de forma regular, empresas de base tecnológica, startups e projetos inovadores. O complexo consolida-se como um ecossistema voltado à atração de empresas, à formação e retenção de talentos, ao estímulo ao empreendedorismo e ao desenvolvimento regional, com impacto positivo para a Universidade e para a sociedade.
A Fundação de Desenvolvimento Científico e Cultural (Fundecc) teve papel estratégico na consolidação do IpêTech Lavras, ao viabilizar e gerenciar projetos de consultoria técnica que possibilitaram a adequação da estrutura às exigências do Corpo de Bombeiros e a obtenção do AVCB.
A Pró-Reitoria de Infraestrutura da UFLA (Proinfra) também teve atuação central no processo. A pró-reitora Eliziane Denize de Castro e Penha, técnica administrativa em Engenharia Civil, explica que a obtenção do AVCB representa a conclusão de um trabalho técnico extenso e criterioso, conduzido com foco absoluto na segurança das pessoas e das edificações.
Segundo ela, embora o espaço já contasse com sistemas e equipamentos de segurança, como extintores e hidrantes, a regularização formal exigiu adequações às normas vigentes, análises detalhadas de projetos e acompanhamento técnico rigoroso, compatíveis com a complexidade e o porte da estrutura.
Estrutura e inovação na prática
Localizado no câmpus da UFLA, o IpêTech Lavras possui aproximadamente 14 mil metros quadrados de área construída, com 108 salas modulares, organizadas para atender empresas e projetos em diferentes estágios de desenvolvimento. O complexo conta ainda com 22 lotes edificáveis, destinados a empresas interessadas em construir e instalar suas próprias unidades.
O ambiente foi concebido para abrigar iniciativas de diversas áreas tecnológicas, como Agronegócio, Biotecnologia, Ciências Humanas e Sociais, Engenharias, Gestão, Tecnologia Ambiental, Saúde e Tecnologia da Informação.
Atualmente, oito empresas já possuem contrato assinado para ocupação do espaço, além de duas que adquiriram lotes para a implantação de áreas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). Algumas delas percorreram todas as etapas de incubação, graduação e residência dentro do próprio ecossistema tecnológico, evidenciando a maturidade do modelo adotado.
Segundo Chalfun, o IpêTech não é um local destinado a aulas tradicionais, mas um ambiente de convivência, troca de ideias e integração entre pesquisa, conhecimento e mercado. Nesse contexto, a presença da empresa Ceifa, incubada no local, exemplifica o papel desse ecossistema na transformação do conhecimento acadêmico em soluções aplicadas. A empresa atua na área de inovação em mecanização agrícola e conta com bolsistas que vivenciam, na prática, a integração entre universidade e mercado.
A bolsista Maria Gabriela Venâncio, formada em Agronomia, destaca o IpêTech como uma oportunidade de crescimento profissional e aprendizado prático. Já Lucas Gabriel de Lima Abreu, bolsista do curso de Engenharia de Controle e Automação, ressalta a expansão da iniciativa e o aumento das oportunidades para estudantes participarem de projetos reais, conectados às demandas do mercado e da sociedade.
Texto: Simone Paiva, analista de Comunicação da Fundecc. Revisão: Camila Caetano, jornalista UFLA.


