Projeto do Museu Bi Moreira é aprovado para fortalecer a preservação e o acesso ao acervo histórico
Um projeto da Universidade Federal de Lavras (UFLA) voltado à recuperação, preservação e difusão do acervo histórico e cultural do Museu Bi Moreira foi recomendado para financiamento pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), no âmbito da Chamada Pública MCTI/Finep/FNDCT/Identidade Brasil – Recuperação e Preservação de Acervos 2025. A proposta prevê investimento de R$2.132.044,43 para modernizar a infraestrutura física e tecnológica do museu, ampliando as condições de conservação, pesquisa e acesso público ao acervo.
O Museu Bi Moreira abriga uma coleção composta por mais de 100 mil itens, entre documentos textuais, fotografias, mobiliário histórico, instrumentos científicos, artefatos arqueológicos e outros objetos que registram parte da história da educação agrícola brasileira e da trajetória da antiga Escola Superior de Agricultura de Lavras (ESAL), atual UFLA. O acervo reúne documentos produzidos entre 1908 e 2000 e está instalado no edifício Álvaro Botelho, primeiro prédio da antiga Escola Agrícola de Lavras e tombado como patrimônio cultural municipal.
O projeto tem a coordenação do professor Marco Aurélio Carbone Carneiro, da Escola de Ciências Agrárias de Lavras (ESAL) e coordenação adjunta da museóloga Patrícia Muniz Mendes. A submissão contou com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão, Esporte e Cultura (Proeec) e da Fundação de Desenvolvimento Científico e Cultural (Fundecc).
Entre as ações previstas estão a implantação de sistemas de climatização e monitoramento ambiental, reorganização da reserva técnica, aquisição de mobiliário especializado, equipamentos para digitalização em alta resolução e sistemas informatizados para gestão do acervo. O objetivo é reduzir riscos de deterioração dos materiais e fortalecer sua preservação em longo prazo.
O projeto também contempla a criação de um repositório digital estruturado segundo padrões internacionais de preservação, permitindo a organização, catalogação e disponibilização do acervo em ambiente digital. A iniciativa segue princípios de Ciência Aberta e busca ampliar o acesso de pesquisadores, estudantes, escolas e da sociedade ao patrimônio histórico e científico preservado pelo museu.
Segundo a avaliação da Finep, a modernização deverá fortalecer o uso do acervo em atividades de ensino, pesquisa, extensão e cultura científica, além de favorecer a produção de pesquisas acadêmicas, materiais educativos e ações de educação patrimonial. O parecer também destaca o potencial da iniciativa para ampliar a integração entre universidade e sociedade por meio do acesso físico e digital aos documentos e coleções.
Na avaliação de mérito, o projeto foi considerado uma proposta madura, capaz de integrar infraestrutura física, transformação digital e governança técnica para preservar um patrimônio documental e museológico de relevância nacional.


