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ALIMENTAÇÃO E SAÚDE

Estudo preliminar da UFLA aponta que consumo de chocolate pode diminuir níveis de ansiedade

Escrito por Karina Mascarenhas | Publicado: Quarta, 17 Abril 2019 15:19 | Última Atualização: Quarta, 17 Abril 2019 15:30 | Acessos: 2485

Satisfação sensorial no consumo de chocolate e medidas dos níveis de ansiedade foram temas de estudo realizado na UFLA. Oitenta e cinco consumidores participaram da pesquisa, que demonstrou redução do nível de ansiedade após o consumo, independentemente dos teores de cacau do chocolate.

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 A Páscoa está chegando e, com ela, a tradição de trocar ovos de chocolate. A paixão do brasileiro pelo “alimento dos deuses” e a preocupação com os altos índices de doenças como depressão e ansiedade levaram professores dos departamentos de Saúde (DSA) e de Ciência dos Alimentos (DCA) da UFLA a pesquisarem a relação entre a satisfação no consumo de chocolate com diferentes teores de cacau e os níveis de ansiedade.

“O chocolate é capaz de ativar alguns centros de recompensa do nosso sistema nervoso central e também contém algumas substâncias que são precursoras da dopamina e da serotonina, que são neurotransmissores relacionados diretamente à modulação do nosso comportamento e, consequentemente, dos níveis de ansiedade”, explica o professor Fernando Henrique Ferrari Alves, do DSA.

Para o estudo, os pesquisadores escolheram dois tipos de chocolate da mesma marca, ambos pesando 5 gramas: um com 34% de cacau e o outro com 70%.Oitenta e cinco consumidores participaram de diferentes tipos de testes, entre os quais o teste sensorial (de aceitação e de emoção).

Para verificar os níveis de ansiedade dos voluntários, foi utilizada a escala VAMS, cuja sigla em inglês significa Escala Visual Analógica de Humor. Para medir o nível de ansiedade, os participantes preencheram um questionário que avaliou apenas o componente comportamental “ansiedade”, respondendo  com os adjetivos que descreviam como eles estavam se sentindo naquele determinado momento, entre eles: calmo/agitado; preocupado/tranquilo,  tenso/relaxado, dentre outros.

Os provadores responderam o questionário em três diferentes tempos: antes do consumo do chocolate, 30 e 60 minutos após haver ingerido o chocolate. “O que observamos foi que, independente dos teores de cacau (34 ou 70%) dos chocolates consumidos, os níveis de ansiedade foram reduzidos significativamente quando medidos 30 ou 60 minutos após a ingestão”, diz Fernando.

Na análise sensorial, os consumidores preencheram um questionário sobre a aceitabilidade e ainda identificaram as sensações emocionais produzidas pelo chocolate no momento do consumo. As sensações mais citadas foram: felicidade, contentamento, alegria, bem-estar. A professora Ana Carla Marques Pinheiro (DCA) foi quem conduziu o teste sensorial. “Sabemos que o ser humano não se alimenta somente pela necessidade biológica/nutritiva, o processo de alimentação envolve também fatores cognitivos, emocionais e comportamentais. Dessa forma, queríamos entender como se comporta a satisfação ao se consumir diferentes tipos de chocolate, aliada aos níveis de ansiedade dos consumidores.”

As sensações descritas pelos consumidores podem ser uma das razões para a redução da ansiedade. Isso porque, além de ativar centros de recompensa no sistema nervoso central, o consumo desse produto ocasiona sensações emocionais positivas. Ainda conforme a análise, o chocolate com 34% de cacau, conhecido popularmente como “ao leite”, foi o que obteve a maior preferência dos consumidores, embora o efeito no nível de ansiedade tenha sido o mesmo quando comparado ao chocolate 70%.

A pesquisa foi tema do trabalho de conclusão de curso da estudante Gabriela Ferreira Floriano e gerou vários questionamentos que estão sendo trabalhados pelos pesquisadores. De acordo com eles, muitos outros estudos e análises devem ser feitos para entender os mecanismos de ação das substâncias contidas no chocolate que podem contribuir para a diminuição dos níveis de ansiedade.

 

Reportagem: Karina Mascarenhas, jornalista - bolsista Dcom/Fapemig

Edição do vídeo: Rafael de Paiva  - estagiário  Dcom/UFLA 

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