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Nanofibrilas

Novas alternativas para diminuir o gasto energético na produção de nanofibras de celulose

Escrito por DCOM | Publicado: Terça, 30 Julho 2019 13:34 | Última Atualização: Quarta, 31 Julho 2019 12:30 | Acessos: 948
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A celulose é um importante produto de exportação brasileiro, obtido principalmente de florestas de pinus e eucalipto. As fibras de celulose podem ser utilizadas para diversos fins, porém o gasto energético de alguns tratamentos ainda influencia sua utilização no setor industrial. Por isso, pesquisas são realizadas no intuito de contribuir para a diminuição do uso de energia no processo. Uma dessas pesquisas foi realizada por pós-graduandos da UFLA.

“Nossa intenção foi analisar os pré-tratamentos químicos e enzimáticos que são aplicados nas fibras de eucalipto e de pinus, para saber se esses processos podem gerar mais dislocation na fibra e, assim, contribuir para que a desfibrilação possa ser mais rápida, consumindo menos energia”, comenta a doutoranda em Engenharia de Biomateriais, Maressa Carvalho Mendonça.

A dislocation é uma região irregular da parede celular da fibra celulósica, que pode ser natural ou gerada devido a algum esforço mecânico. Porém, a presença das dislocations nas fibras da madeira pode comprometer sua resistência. Já a desfibrilação é o processo que transforma as fibras da madeira em uma espécie de ‘gel’, para que seja possível a separação das nanofibrilas e, por consequência, torne o produto maleável para o uso, servindo para fazer embalagens, por exemplo.

O estudo, desenvolvido sob a coordenação do professor Gustavo Henrique Denzin Tonoli, teve início em 2017 e é dividido em duas partes: a aplicação desses tratamentos químicos e o estudo sobre a consequência desses tratamentos na fibra. “Nessa segunda etapa, avaliamos as dislocations com uso de um microscópio com luz polarizada, que nos proporcionou imagens desse material para que pudéssemos quantificar essas irregularidades existentes em toda a extensão das fibras, avaliando comprimento, diâmetro e arcamento das fibras”, explica Alisson Farley Soares Durães, Engenheiro Florestal, mestre e doutorando em Ciência e Tecnologia da Madeira.

Conforme os pesquisadores, os resultados da pesquisa provaram que a aplicação de pré-tratamentos químicos, enzimáticos e mecânicos nas fibras pode afetar a integridade da fibra, criando dislocations e levando à redução do consumo energético quando aplicado em escala industrial. O estudo intitulado “Avaliação das Dislocations em Polpas de Celulose Submetidos a Pré-Tratamentos” foi premiado como o terceiro melhor pôster da Conferência Internacional TAPPI Nano 2019, realizada este ano no Japão.

Reportagem: Karina Mascarenhas, jornalista - bolsista Dcom/Fapemig

Edição do Vídeo: Rafael de Paiva  - estagiário  Dcom/UFLA 

 

 

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