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Agronegócio

Agronegócio emprega 2,4 milhões de pessoas em Minas Gerais, segundo CIM/UFLA

Escrito por Karina Mascarenhas | Publicado: Segunda, 22 Março 2021 15:29 | Última Atualização: Segunda, 22 Março 2021 15:52 | Acessos: 422

Relatório do quarto trimestre de 2020 mostra ainda que homens são mais bem remunerados em todos os setores.

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             Mesmo durante a pandemia, o agronegócio continua produzindo e gerando empregos em Minas Gerais. De acordo com o relatório do quarto trimestre de 2020, elaborado pelo Centro de Inteligência em Gestão e Mercados da Universidade Federal de Lavras (CIM/UFLA), o agronegócio empregou 0,4% a mais de trabalhadores em relação ao terceiro trimestre, alcançando um total de 2,4 milhões de pessoas, o equivalente a 25,9 % do total da população ocupada no Estado.

            Os trabalhadores do agronegócio mineiro em sua maioria são homens: cerca de 1,6 milhão contra 710 mil mulheres, segundo o relatório. Os homens são mais bem remunerados em todos os segmentos, com uma diferença de 94% no setor de insumos, 50% na agroindústria, 28% no agrosserviço e 22% nas atividades primárias.

            No que diz respeito ao regime de trabalho, o formal aparece como maioria (37%), sendo que o segmento com maior proporção dessa mão de obra é o de produtor de insumos (81%), setor que garante uma maior produtividade e qualidade tanto na agricultura, quanto na pecuária.

            Outro dado relevante está relacionado aos empregos informais, que, segundo o relatório, está ligado de maneira mais expressiva às atividades primárias (22%), segmento que concentra a maior parte de trabalhadores que atuam por conta própria. O rendimento salarial médio do trabalhador do agronegócio em Minas Gerais foi de R$ 2.044,00, valor mais baixo se comparado ao rendimento médio dos trabalhadores dos demais setores econômicos.

            O Relatório de Ocupações do Agronegócio elaborado pelo CIM utiliza como base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc). Para o professor Luiz Gonzaga de Castro Junior, coordenador do CIM, os números representam aspectos relevantes para a retomada da economia mineira. “Esses dados funcionam como um indicativo/termômetro, ou seja, ao observarmos um aumento da empregabilidade, mesmo que ainda tímida, podemos dizer que a economia mineira está reagindo ao choque da pandemia. Mais emprego significa mais renda, e um aumento da massa salarial, que se converte em mais consumo, fazendo a economia girar”.

            O especialista ainda destaca os dados sobre as mulheres. “Houve uma melhora na recuperação dos empregos entre as mulheres no setor do agronegócio como um todo. Contudo, no setor primário (o que apresenta menor rendimento e menor escolaridade - mais vulnerável), houve uma queda de 5% nas ocupações das mulheres”, diz.

            O professor Luiz Gonzaga ressalta que é necessário ter cautela nessa pequena retomada da economia, isso porque tudo depende da intensidade das medidas tomadas em razão do recrudescimento da Covid-19 no primeiro trimestre de 2021.

Sobre o CIM

Criado em 2002, o Centro de Inteligência em Gestão e Mercados (CIM/UFLA) atua nas áreas de economia, mercado, gestão, comercialização e inteligência competitiva. Com sede na Agência de Inovação do Café (InovaCafé), o CIM tem como propósito desenvolver estudos, produtos e pessoas que solucionem problemas da sociedade e do Agronegócio de Minas Gerais e do Brasil.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail cimufla@gmail.com ou no site www.cimufla.com.br.