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Prêmio Iniciação Científica e Tecnológica do CNPq

Estudante da UFLA ganha Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica do CNPq

Escrito por Comunicação UFLA | Publicado: Terça, 13 Julho 2021 17:47 | Última Atualização: Quinta, 15 Julho 2021 09:19 | Acessos: 1350

Pesquisa evidencia a importância do mapeamento de classes e atributos de solos com o sensor pXRF para tomada de decisões, sejam elas para fins agrícolas, silviculturais ou ambientais.

banner da premiação

 O estudante Marcelo Mancini, do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da Universidade Federal de Lavras (UFLA), foi um dos agraciados do 18º Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A premiação foi na categoria “Bolsista de Iniciação Científica”, área de Ciências da Vida.

O trabalho, intitulado “Equipamento portátil de fluorescência de raios-X: Alternativa de baixo custo para aprimorar o mapeamento digital, a caracterização e a predição de classes e atributos de solos tropicais”, tem orientação do professor Nilton Curi e coorientação do professor Sérgio Henrique Godinho Silva, ambos do Departamento de Ciência do Solo, da Escola de Ciências Agrárias de Lavras (Esal)

Na avaliação dos trabalhos, foram observados critérios como relevância e qualidade do relatório final; originalidade e inovação; aplicação prática da pesquisa para a solução de problemas concretos e com resultados finais; além de perfil, histórico escolar, atuação e atribuições do bolsista do ponto de vista do orientador.

Para o professor Nilton, orientador de Marcelo, a premiação é “motivo de estímulo e confirmação da importância do trabalho fraterno e altruísta em grupo”. O coorientador, professor Sérgio, comemorou o destaque dado à linha de pesquisa que envolve o uso do sensor chamado pXRF. “Esse prêmio reconhece a importância dessa linha de pesquisa que tem muito ainda a contribuir com a caracterização mais detalhada de solos, principalmente no Brasil, devido à menor quantidade de dados mais detalhados dos solos tropicais. Essa honraria eleva o nome da UFLA e do Departamento de Ciência do Solo nessa linha de pesquisa que é recente no mundo todo”, diz.

Marcelo, que terminou o oitavo período do curso, sente-se honrado e feliz com a premiação. “Faço iniciação científica desde o segundo período do meu curso e meus orientadores sempre acreditaram muito em mim e me deram muito suporte. Estava ainda em dúvida se faria ou não pós-graduação, mas com esse prêmio decidi, enfim, seguir por esse caminho. Espero continuar aqui na UFLA, mesmo na pós-graduação, sob a orientação desses mesmos professores que sempre me ajudaram muito”.

A premiação

Instituído pelo CNPq em 2003, o Prêmio Destaque na Iniciação Científica é concedido anualmente, em parceria com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC). O objetivo é premiar bolsistas do CNPq, de Iniciação Científica e de Iniciação Tecnológica que se destacaram durante o ano anterior sob os aspectos de relevância e de qualidade do seu relatório final.

Esta é a terceira vez que a UFLA é contemplada na categoria de iniciação científica do CNPq. A Universidade também foi premiada por duas vezes na categoria “Mérito Institucional”, uma em 2007 e a outra em 2015.

Iniciação Científica na UFLA

A UFLA participa do Programa Institucional de Iniciação Científica do CNPq desde maio de 1992. O Programa de Iniciação Científica da UFLA tem como objetivos principais despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação, proporcionando condições para estimular o desenvolvimento do pensar cientificamente e da criatividade.

Para o pró-reitor de Pesquisa, professor Luciano José Pereira, é uma enorme satisfação ter um estudante premiado nacionalmente como destaque da Iniciação Científica. “Tal fato representa a seriedade e a excelência de nossa Universidade na formação de profissionais imbuídos do espírito científico além da capacidade técnica. Parabéns ao nosso aluno Marcelo Mancini e seus orientadores, professores Nilton Curi e Sérgio Henrique Godinho Silva”.

Atualmente, a Universidade possui quatro programas de iniciação científica (PIBITI e PIBIC CNPq, PIBIC UFLA e PIVIC), dos quais participam 819 estudantes de diversos cursos. Mais de 60% recebem bolsas institucionais ou de agência de fomento como o CNPq. Entre as ações realizadas para estimular a vivência da Iniciação Científica, está a realização anual do Congresso de Iniciação Científica (CIUFLA), que tem como principal objetivo a divulgação dos resultados das pesquisas desenvolvidas pelos estudantes de graduação da Instituição. O pró-reitor adjunto de Pesquisa e coordenador dos Programas de Iniciação Científica, professor Márcio Gilberto Zangeronimo, lembra que, mesmo durante a pandemia, os programas continuaram. “Esse prêmio representa a seriedade e o comprometimento com que as pesquisas são realizadas em nossa Instituição, mesmo em época de pandemia. Nós da coordenação de Iniciação Científica nos sentimos orgulhosos de trabalhar com equipes tão dedicadas e comprometidas”, comenta.

A pesquisa

A pesquisa de Marcelo faz parte de um projeto do CNPq desenvolvido desde 2015 pelos seus orientadores, chamado “Aplicações do equipamento portátil de fluorescência de raios-x (pXRF) para caracterização e predição de classes, atributos e materiais de origem de solos brasileiros a baixo custo”. Além de estudantes e docentes da UFLA, o projeto envolve pesquisadores de diversos países que trabalham nessa linha de pesquisa.

O estudo premiado utilizou um sensor portátil de fluorescência de raios X (pXRF) para tentar predizer o material de origem (a rocha ou os sedimentos) que forma o solo. O equipamento detecta o teor total de elementos químicos presentes em diversos materiais, como solos, rocha e plantas, tudo em poucos segundos. O material de origem é uma informação importante na caracterização de solos, porém muito difícil de conseguir em grande detalhe, já que os solos brasileiros podem ser muito profundos, podendo chegar a dezenas de metros de profundidade até a rocha.

Utilizando o sensor, a partir de amostras de solo coletadas mais próximas à superfície, os pesquisadores conseguiram estimar qual a rocha que formou o solo acima, reduzindo o custo, sem o preparo exaustivo de amostras e sem gerar resíduos químicos. Essa é uma informação chave para o mapeamento de classes e de atributos de solos, mostrando como este trabalho ajudará a fornecer mapas mais detalhados a um menor custo, beneficiando a todos que necessitem do mapeamento de solos para tomada de decisões, para fins agrícolas, silviculturais ou ambientais.

“Essas análises com o pXRF têm auxiliado muitos estudos ligados à gênese, caracterização química, física, mineralógica e biológica, além do mapeamento de classes e de atributos de solos brasileiros (ligados à fertilidade do solo e à textura, como os teores de argila, silte e areia, entre outros). Esse prêmio nos dá motivação para seguirmos firmes nesse propósito de auxiliar a caracterização de solos, melhorar o conhecimento que se tem sobre solos no Brasil, a ponto de melhorar o manejo e a conservação desses solos”, completa o professor Sérgio.